Coronavírus: TJ-SP afasta servidores que estiveram em áreas endêmicas 

Afastamento de 14 dias também valerá para funcionários que tiveram contato com pessoas que passaram em regiões afetadas pelo vírus

Doria convocou coletiva de imprensa nesta quinta (12) para falar sobre coronavírus

Doria convocou coletiva de imprensa nesta quinta (12) para falar sobre coronavírus

Rahel/Reuters

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou o afastamento por 14 dias dos servidores que tenham voltado de regiões endêmicas atingidas pelo coronavírus ou que tenham tido contato com pessoas que delas regressaram. A licença é compulsória e sem ônus.

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Em nota, o TJ afirmou que o protocolo ainda pode ser alterado caso o governo decrete situação de epidemia nacional. Nos próximos dias, o órgão se reunirá com autoridades para reunir mais informações sobre o coronavírus.

O governador João Doria (PSDB) afirmou, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (12), que ainda "não há nenhuma razão para pânico ou medidas extremadas".  Pelo menos 46 casos foram confirmados no Estado de São Paulo. 

SP se prepara para o vírus

Na coletiva convocado por Doria, o médico infectologista, David Uip, afirmou que o "Estado está pronto para qualquer nível de enfrentamento do coronavírus". Ele explicou os possíveis cenários que o Estado se prepara para enfrentar: "São 46 milhões de habitantes em São Paulo, 60% dos paulistas têm atendimento exclusivo SUS.

O estado tem uma amplitude de atendimentos com 101 hospitais estaduais e 100 mil leitos, estamos nos associando aos hospitais privados. Destes, 7.200 leitos são de UTI".

Uip lembrou que a previsão é de que 80% dos infectados sejam assintomáticos e 20% terá de recorrer ao sistema de saúde, destes um percentual ainda menor vai precisar de serviços de UTI.

O estado também comprou 20.000 kits para diagnóstico da doença, 200 novos aparelhos respiratórios e cinco milhões de máscaras. "Se for preciso, teremos de diminuir e parar com as cirurgias eletivas a medida da necessidade e demanda. É um planejamento para a gestão de leitos", disse Uip.

No enfrentamento, serão objetivados os tratamentos dos doentes graves. David Uip disse que a preocupação é com grupos específicos: "A proteção dos pacientes mais vulneráveis é outra coisa importante, com mais de 60 anos e com doenças crônicas. É preciso evitar aglomerações. Não temos morbidade e letalidade com a população jovem. Estamos focados nas populações vulneráveis".

Segundo o governo, até o momento, não há nenhuma recomendação para o cancelamento de grandes eventos. Com relação aos aeroportos, a administração cabe ao governo federal, que deverá anunciar novas medidas de combate à transmissão do vírus.