São Paulo Corpo de delegado morto no litoral de SP tinha sinais de perfuração

Corpo de delegado morto no litoral de SP tinha sinais de perfuração

Polícia trabalha com linhas de investigação que vão de suicídio a homicídio. Corpo foi encontrado em matagal em estágio avançado de decomposição

Estojo de faca e óculos foram encontrados ao lado de corpo de delegado morto

Estojo de faca e óculos foram encontrados ao lado de corpo de delegado morto

Reprodução Facebook

Um estojo de faca e um óculos de grau foram encontrados ao lado do corpo do delegado Paulo Della Rosa Júnior, encontrado morto na manhã da quinta-feira (10), em uma região de matagal na Ilha Porchat, em São Vicente, no litoral de São Paulo.

O delegado aposentado ficou desaparecido por quatro dias até ser localizado pelas equipes de polícia de Santos.

Segundo a Polícia Civil, o corpo foi encontrado em um estágio avançado putrefação em um local de difícil acesso e com diversos animais. O corpo do delegado também tinha diversas marcas. A polícia não descarta a hipótese de perfuração por golpes de facas. No entanto, o laudo que verifica as condições do corpo ainda será finalizado pelo IML (Instituto Médico Legal).

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Esses indícios fazem com que a polícia trabalhe com diferentes linhas de investigação que vão de suicídio a homicídio. No domingo (6), quando saiu de casa, o delegado afirmou à mulher que iria a um jantar com um amigo em Bertioga. Na casa, porém, ele deixou mensagens de despedida. 

Objetos que pertenceriam ao delegado

Objetos que pertenceriam ao delegado

RecordTV

Quando encontrou as mensagens, a companheira decidiu registrar um boletim de ocorrência pelo desaparecimento do marido. "No início, imaginei que pudesse ter sido um suicídio, mas agora com o estado do corpo não me parece ter sido", afirmou Cristiane Silva Andrade ao R7. Ela desconfiou da saída do marido quando percebeu que ele não havia levado documentos. 

A investigação está sendo conduzida pelo delegado Ricardo Lara, da DIG (Delegacia de Investigação Geral) de Santos. Desde a manhã a quinta-feira, a polícia faz diligências no local em que Paulo foi encontrado e em outros endereços, como na casa em que vivia e em seus principais percursos. 

São 11 investigadores de polícia que investigam o caso com o objetivo de identificar como Paulo chegou ao local em que foi encontrado. 

Entenda o caso

O delegado aposentado Paulo Della Rosa Júnior, desaparecido desde a segunda-feira (7), foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (10) em São Vicente, no litoral de São Paulo. A mulher do policial, Cristiane Silva Andrade, afirmou que chegou a pensar que se tratava de um suicídio, mas, a partir do momento em que o corpo foi encontrado, aguarda investigações sobre o caso.

Ela afirma que foi informada sobre a morte do marido na manhã desta quinta-feira (10). Na segunda-feira (7), ela compareceu ao 7º DP de Santos para realizar um boletim de ocorrência de desaparecimento do companheiro.

No boletim, ela relatou que Paulo teria dito que sairia para jantar fora e que o marido havia comentado sobre o jantar havia alguns dias. O delegado teria dito à mulher que levaria algumas roupas caso decidisse ficar em Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral norte de São Paulo.

Na versão do marido, um colega viria de Rio Claro, no interior da cidade, para buscá-lo e ambos sairiam de viagem. O colega, ao qual o delegado aposentado se referiu, informou que o jantar ocorreria apenas no fim do mês de janeiro.

Ao se sentar no computador de casa, Cristiane encontrou um livro e um cartão que, segundo o boletim de ocorrência, possuía dizeres de despedida da vida, que teriam sido escritos pelo delegado.

Após encontrar as mensagens, a mulher do delegado tentou contato com amigos e familiares para obter mais informações sobre o suposto encontro. Na segunda-feira (7), Cristiane relatou ter encontrado, na casa em que vivem, uma mochila que pertenceria ao delegado com a carteira, o celular e todos os documentos do marido.

Segundo o boletim de ocorrência, ela informou que sentiu falta apenas de uma quantia de dinheiro na carteira, encontrada na mochila. Ela disse ainda que ele teria saído da casa com sua arma de fogo. A mulher do delegado também encontrou na mochila dois outros bilheres que teriam sido escritos por ele com o mesmo conteúdo de despedida.

Ao R7, Cristiane afirmou que ambos eram casados havia sete anos e que em 2005 ele se aposentou. Antes disso, chegou a trabalhar na Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Santos e em delegacias do Guarujá, também no litoral de São Paulo.

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