São Paulo Corregedoria apura se PMs forjaram provas para prender comerciante

Corregedoria apura se PMs forjaram provas para prender comerciante

Sócio de depósito de bebidas ficou preso por um dia no interior de São Paulo, após policiais alegarem ter achado revólver e cocaína em banheiro no local

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Empresário denuncia PMs por tentarem incriminá-lo, em Araras (SP)

Empresário denuncia PMs por tentarem incriminá-lo, em Araras (SP)

Reprodução/Record TV

Um empresário denunciou seis policiais militares por supostamente tentarem incriminá-lo ao colocar um pacote com arma e drogas dentro de um depósito de bebidas em Araras, no interior de São Paulo. A Corregedoria da Polícia Militar investiga o caso.

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Câmeras de segurança flagraram o momento em que os seis PMs chegam à porta do depósito de bebidas, no centro da cidade, quando o comércio estava fechado. Em seguida, o zelador do prédio, que mora ao lado, aparece. Um dos policiais tira do bolso do homem as chaves do depósito e invade o comércio sem qualquer mandado judicial.

Os donos do depósito chegam logo depois. Um dos policiais entra no galpão e vai direto ao banheiro, enquanto os comerciantes são levados para o lado de fora. O policial entra e sai do banheiro outras duas vezes e, na terceira, fica ali por um minuto. Quando ele reaparece, rapidamente tira um pacote branco do colete e coloca em cima de uma prateleira. Ele chama os outros policiais, como se tivesse encontrado algo suspeito. Os dois sócios do depósito de bebidas são detidos.

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Em depoimento, os PMs alegaram terem encontrado no pacote um revólver com a numeração raspada e 48 pinos de cocaína. O  delegado, sem explicar o motivo, decide prender um dos sócios por porte ilegal de arma, já que, segundo ele, não dava pra saber de quem era a droga.

"É um pesadelo, vou falar pra você, você não dorme."

O comerciante passou um dia na cadeia, mas acabou liberado na audiência de custódia. Ele conversou com a Record TV. "É um pesadelo, vou falar pra você, você não dorme. A hora em que você acorda, você acha que está sonhando, mas você está lá naquele lugar. Eu não desejo nem para o meu inimigo”, relatou.

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O sócio da loja de bebidas disse que nunca teve passagem pela polícia e que não entende porque os policiais fizeram isso. O caso está sendo investigado na Corregedoria da Polícia Militar. A vítima, com medo, abandonou o trabalho e saiu do estado."Eu não estou morando nem mais lá no estado de São Paulo. Eu fui pra bem longe, porque é complicado esse tipo de coisa. eu não sei o que eles podem fazer contra mim."

Após ver as imagens, o ouvidor da polícia do estado de São Paulo pediu esclarecimentos para a Corregedoria da PM. "No primeiro momento que invade, adentra a uma propriedade sem autorização judicial. não era situação de flagrante. Esse é o primeiro erro. Segundo, a atividade do policial conforme as imagens parece uma atividade muito suspeita", afirma Elizeu Soares Lopes. Para o ouvidor, o delegado também errou na prisão. "Acusar um e não acusar o outro, que juízo de valor o delegado fez sobre a conduta de um ou sobre a conduta de outro?", questiona.

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