Covas anuncia fechamento de ala do hospital de campanha do Anhembi

Serão desativados 561 leitos da unidade a partir de 1º de agosto. Na mesma data, serão inaugurados mais leitos de enfermaria em dois hospitais

Covas anuncia fechamento de ala do Hospital de campanha do Anhembi

Covas anuncia fechamento de ala do Hospital de campanha do Anhembi

Reprodução

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (16) que vai desativar uma ala do hospital de campanha do Anhembi a partir de 1º de agosto. Serão menos 561 leitos em funcionamento para pacientes com covid-19, o que vai gerar uma economia para a cidade. "Hoje o gasto com o hospital é de R$ 28 milhões, com a manutenção de 310 leitos, a economia mensal será de R$ 19 milhões", justificou. O anúncio foi feito em coletiva virtual de imprensa.

Leia mais: Bruno Covas afirma que Virada Cultural de SP será online

Na mesma data, a prefeitura promete inaugurar novos leitos de enfermaria em dois hospitais municipais permanentes. Na unidade da Brasilândia, na zona norte, serão abertos dois andares com 130 leitos. O hospital vai receber um reforço de equipes que até então atuavam no Anhembi, além de equipamentos usados no tratamento da covid-19. O custo estimado é de R$ 4,75 milhões ao mês.

Já o hospital Sorocabana, na Lapa, zona oeste da cidade, terá 60 novos leitos de enfermaria. A unidade estava fechada e era uma reivindicação antiga dos moradores do entorno. A reforma custou R$ 907 mil, além de R$ 704 mil gastos com aquisição de equipamentos. A expectativa da prefeitura é de ter um gasto mensal de R$ 3 milhões com o funcionamento do hospital.

Veja também: Covas fala com ACM Neto e escolas de samba sobre adiar Carnaval

Números

O hospital do Anhembi tem 1.800 leitos para tratamento de pacientes com o novo coronavírus, mas 929 deles nunca foram utilizados, segundo Covas. Desde a inauguração, 871 leitos eram realmente utilizados, sendo 807 de enfermaria e 64 de estabilização.

"Nós atingimos no final de junho o pico, com o aumento de testes e de número de leitos. Agora já observamos uma curva descendente em julho. O pico de óbitos diários foi no dia 22 de maio. Desde então, há uma regressão e diminuição de mortes na cidade. Os números de julho são semelhantes aos de abril", destacou o prefeito. 

Nos últimos 10 dias, a taxa média de ocupação de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) na capital foi de 54,7% e de 44,3% dos leitos de enfermaria.

Leia ainda: Doria condiciona festas de Ano-Novo e Carnaval a vacina contra covid-19

A cidade tem 1,2 milhão de pessoas com anticorpos para o coronavírus, de acordo com o inquérito sorológico. Também 263 mil pessoas são monitoradas pelas equipes de Saúde e outras 200 mil já receberam alta hospitalar.

A prefeitura promete também intensificar a realização de testes. Desde o início da pandemia foram realizados 523 mil exames. A meta agora é realizar 242 mil testes por mês. "Vamos fazer, de 14 de julho a 14 de agosto, 50% do que já foi feito na cidade até agora", ressaltou Covas.

O primeiro hospital de campanha da cidade foi o Pacaembu, na zona oeste, que encerrou as atividades em 29 de junho.