Covas: volta às aulas não terá datas distintas para rede pública e privada

Prefeito indicou, ainda, que retorno não deve ocorrer antes de 7 de outubro, data estipulada pelo governo de João Doria para a volta presencial

Segundo Covas, data para retorno será única para rede pública e privada

Segundo Covas, data para retorno será única para rede pública e privada

Rafael Hupsel/Folhapress

O prefeito Bruno Covas (PSDB) assegurou, na tarde desta sexta-feira (7), que a rede municipal de ensino de São Paulo não terá datas distintas para escolas particulares e públicas retornarem às aulas presenciais, apesar do interesse do setor privado para um retorno breve às atividades.

“Não vamos tomar uma decisão pra escola pública e outra pra privada. Não tem como ampliar ainda mais a desigualdade. Voltarão na mesma data. Não há pressão de um grupo ou interesse de algum setor que influenciará na decisão. A data será definida pela área da saúde.”, afirmou Covas em live do LIDE.

O prefeito indicou, ainda, que o retorno não deve ocorrer antes de 7 de outubro, data estipulada pelo governo de João Doria para o Estado de São Paulo. “O município de São Paulo deve ser igualmente ou mais restritivo que o Estado. Estamos nos preparando para a retomada, seja em outubro, novembro, dezembro ou ano que vem”, disse.

Perguntado sobre a possibilidade de aumentar os impostos municipais da capital, Covas disse não ser intenção de sua gestão: “Estamos tentando não aumentar a carga tributária. Nesse momento, o importante é a retomada da economia”.

A respeito da reabertura dos shoppings na cidade por mais de 6 horas diárias, ele reafirmou que apenas na fase verde do Plano SP poderão estar abertos pelo “período que desejarem, com a quantidade limite de pessoas estipulada pelo plano”.

À parte da pandemia de covid-19 e da crise enfrentada em São Paulo, o prefeito garantiu estar otimista com a retomada da economia na capital.

“Chegamos a ter projeção de chegar no fim do ano com queda de 7% no PIB, hoje trabalhamos com 4,5%”, comentou Covas, e concluiu: “Esperamos ter mais admissões que demissões em breve.”