São Paulo Covas: zona oeste de SP tem alta de 56% nos casos entre classes A e B

Covas: zona oeste de SP tem alta de 56% nos casos entre classes A e B

Dado será divulgado na semana que vem como parte do resultado do inquérito sorológico da  secretaria de Saúde da capital

Agência Estado
Movimento em  bar da Vila Madalena, na zona oeste de SP

Movimento em bar da Vila Madalena, na zona oeste de SP

DANIEL TEIXEIRA / ESTADÃO CONTEÚDO - 21.08.2020

O levantamento do quinto inquérito sorológico em adultos da cidade de São Paulo, que será divulgado na semana que vem, traz um dado novo e preocupante. De acordo com o prefeito Bruno Covas, resultados já tabulados mostram um aumento de 56% da doença em adultos das classes A e B na região oeste da capital.

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"Alguns números estão sendo tabulados e deixam a secretaria municipal da Saúde e a Prefeitura preocupados, como por exemplo aumento de 56% no número de pessoas com coronavírus nas classe A e B", disse Covas. "Essa foi uma doença que começou na região central, depois atacou em especial a periferia, e todos os inquéritos sorológicos mostram prevalência maior nos bairros de menor IDH. Mas esse dado tabulado traz esse aumento de 56% na região oeste da capital. Mas isso será apresentando na próxima semana", disse o prefeito em entrevista coletiva nesta sexta-feira (11).

Os resultados dos últimos inquéritos sorológicos feitos pela Prefeitura sempre mostraram uma prevalência da doença em bairros mais centrais e periféricos. No primeiro resultado divulgado, por exemplo, a taxa de infecção variava. Na zona leste, a doença havia atingido a 12,5% dos moradores. Na zona sul, a 7,5% da população.

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Depois, essa taxa foi maior na zona sul, com 11% e foram considerados 'hotspots', onde houve maior concentração de testes positivos, bairros como Brasilândia, Cachoeirinha, Jaçanã, Liberdade, Santa Cecília, Cidade Ademar, Jardim São Luis, Campo Limpo, Capão Redondo, Parque São Lucas, Sapopemba, Itaim Paulista, Itaquera e Lajeado.

Na divulgação dos resultados de uma nova etapa, no final de julho, Covas afirmou que os principais fatores associados à doença seguiam relacionados à pobreza e vulnerabilidade social, como baixa escolaridade, menor renda e maior número de moradores em um mesmo domicílio. "O vírus está jogando luz sobre a desigualdade que nós temos na cidade de São Paulo. É quatro vezes maior a incidência do coronavírus na classe D do que na classe A. Quem é mais pobre tem mais chance de pegar o vírus", disse, na ocasião.

Na divulgação dos resultados da quarta fase, o inquérito mostrou que pessoas das classes D e E tinham três vezes mais chance de ter a doença do que as das classes A e B.

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