São Paulo Covereadora de SP diz ter sido vítima de racismo em padaria de SP

Covereadora de SP diz ter sido vítima de racismo em padaria de SP

Advogada Paula Nunes disse ter sido chamada de "macaca" por homem ao interromper discussão de casal para defender mulher

  • São Paulo | Do R7 e Mariana Rosetti, da Agência Record

Caso foi registrado no 78º DP (Jardins), onde suspeito negou ter sido racista

Caso foi registrado no 78º DP (Jardins), onde suspeito negou ter sido racista

Reprodução/ Instagram

A advogada Paula Nunes, covereadora do mandato coletivo da Bancada Feminista do PSOL na Câmara de São Paulo, denuciou ter sido alvo de racismo ao defender uma mulher vítima de violência doméstica nesta sexta-feira (1º). O caso aconteceu na Padaria Palma de Ouro, na rua Japurá, 11, na Bela Vista, região central da capital paulista.

Paula disse que estava no local quando notou que um homem exaltado ofendia uma mulher que estava com ele. A coreveadora contou em suas redes sociais que quando intercedeu na discussão foi chamada de "macaca", "preta" e "suja" pelo agressor.

O caso foi registrado como injúria racial no 78º DP (Jardins). Na delegacia, o suspeito afirmou que não recorda o que falou para a advogada e covereadora e apenas lembrou de ter pedido para ela não se intrometer na conversa

Paula foi ouvida pelos policiais, mas no momento do depoimento não quis entrar com representação criminal contra o suspeito. 

Em publicação nas redes sociais, a vereadora relatou o caso e disse que não vai se "furtar de defender uma mulher sempre que puder".  "Falar sobre a violência racista que sofremos todos os dias é importante para sabermos que nenhuma pessoa negra está livre disso e que não nos calaremos mais", acrescentou.

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