Novo Coronavírus

São Paulo Covid: pessoas que vão a locais não essenciais são mais infectadas

Covid: pessoas que vão a locais não essenciais são mais infectadas

Entre os estudados em inquérito da prefeitura de São Paulo, grupo foi o que apresentou mais chances de se contaminar com o vírus

  • São Paulo | Guilherme Padin, do R7

Apesar de restrições, praias paulistas registraram aglomerações em feriados

Apesar de restrições, praias paulistas registraram aglomerações em feriados

Reginaldo Pupo/Folhapress - 11.03.2021

As pessoas que saem de casa também para locais não essenciais são as que mais se infectam com o novo coronavírus em São Paulo (SP), segundo o mais recente inquérito sorológico da prefeitura, divulgado nesta sexta-feira (12).

Da população examinada pela gestão municipal, 14,3% afirmaram que saem de casa também para atividades fora de suas necessidades. Deste recorte, 35,6% contraíram o novo coronavírus.

Entre pessoas que saíram de casa para locais não essenciais, 35,6% se infectaram

Entre pessoas que saíram de casa para locais não essenciais, 35,6% se infectaram

Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

A divisão feita pelo estudo avaliou outros dois grupos: os que saem de casa apenas para o trabalho e outras atividades necessárias e os que não saem de casa. Em relação aos que saem para atividades não essenciais, a prevalência da covid-19 é consideravelmente inferior nestes dois recortes.

Aqueles que saem apenas por necessidades formam 70,6% da população, segundo o inquérito. Deste grupo, aproximadamente um quarto (24,4%) se infectou.

Já os que não saem de seus domicílios foram 15,1% dos estudados e, entre eles, apenas 18,5% tiveram o vírus – pouco menos de um quinto.

“As pessoas que lidam de forma inconsequente com a pandemia e saem para essas atividades acabam infectando também quem está na própria casa e respeita as restrições”, afirma Marcelo Burattini, professor e infectologista da Universidade Federal de São Paulo.

o maior dano é que ele faz as pessoas acreditarem que há  cura ou solução e , então  nao se previnem.

Burattini avalia que um fator decisivo para este comportamento é a divergência de informações e a falta de uma campanha única de esclarecimento. “A população recebe duas mensagens diferentes e fica sem saber em quem acreditar", avalia. Ele também critica a adoção do tratamento precoce. “É uma bobagem. Além dos efeitos colaterais, o maior dano é que ele faz as pessoas acreditarem que há cura ou solução, e então não se previnem”, diz.

Contato social

Índices de contato social são próximos de dados sobre permanência em domicílio

Índices de contato social são próximos de dados sobre permanência em domicílio

Divulgação/Prefeitura de São Paulo

O inquérito também avaliou a prevalência da covid-19 nos paulistanos a partir do contato social da população e encontrou resultados parecidos com os da pesquisa de permanência no domicílio.

Da população estudada, 61,9% afirmaram que mantêm contato com um grupo restrito de amigos e no trabalho, 28,4% não têm contato com amigos e familiares, exceto os que moram juntos, e os 9,7% restantes não fazem restrição de contato social.

Veja também: Estudo confirma primeiro pet com covid-19 em SP

Do primeiro, que mantém contatos restritos, um quarto (25,8%) se infectou. Daqueles que não fazem contato com pessoas fora de suas residências, 22,1% se contaminaram.

Já as pessoas que estiveram com amigos e parentes sem restrições tiveram índices mais altos de prevalência do vírus: 31,7% (ou quase um terço) contraíram covid-19.

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