São Paulo Criança de 4 anos é alvo de racismo em hotel de luxo no interior de SP

Criança de 4 anos é alvo de racismo em hotel de luxo no interior de SP

Babá relata que, na piscina, crianças a isolaram e agrediram com uma boia. Segundo ela, as mães disseram: "essa gente é cheia de micose"

Racismo em hotel

Criança foi alvo de racismo em um hotel de luxo, em Porto Feliz, no interior de SP

Criança foi alvo de racismo em um hotel de luxo, em Porto Feliz, no interior de SP

Agência Brasília/Divulgação

Uma criança de 4 anos foi alvo de racismo em um hotel de luxo, em Porto Feliz, no interior de São Paulo. Acompanhada da babá e da irmã mais velha, de 11 anos, em uma viagem de fim de semana. A criança estava na piscina quando foi discriminada por crianças hospedadas no mesmo hotel.

"As crianças a rejeitaram de uma forma explícita. Elas começaram a se afastar dela", diz a babá. Até que, segundo a babá, uma das crianças teria começado a bater com uma boia. "A criança começou a agredi-lá com o espaguete e eu chamei sua atenção."

Nesse momento, segundo a babá, as mães sugeriram às crianças mudarem de psicina. "Essa gente é cheia de doença, essa gente é cheia de micose", disse uma das mães. "Vi as crianças se encolhendo na borda da piscina para não se encostarem nela."

A mãe, uma empresária de 40 anos, afirmou que não havia nenhum funcionário do hotel no momento. O ato, segundo ela, envolveu somente hóspedes. "Não existe 'tipos de gente'. Essas crianças são vítimas de pais que não só deixam de ensinar o certo, como também ensinam o errado."

Indignada, a mãe publicou um texto em suas redes sociais se manifestando publicamente sobre o ocorrido. "Situações como essa não podem ficar impunes. “Esse tipo de gente” não existe! Somos todos do mesmo tipo: seres humanos".

"Estamos fazendo esse movimento todo porque existem várias meninas em todo o mundo", diz a mãe. "Desde o momento da adoção, sabíamos que poderíamos ser alvo de preconceito. Mas me sinto forte por brigar por essa causa."

Durante o processo de adoção, a empresária afirma que ouviu os primeiros comentários preconceituosos. "Ouvimos muitas coisas esdrúxulas e tivemos um termômetro do que iríamos enfrentar", diz. A mãe diz que conversou com a filha sobre o ocorrido no domingo. "Explicamos para ela que estamos falando para o mundo inteiro que essas pessoas estão erradas."