São Paulo DAEE e ANA preparam autorização para uso de volume morto

DAEE e ANA preparam autorização para uso de volume morto

A Sabesp deve começar a captar água da segunda cota do volume morto até o final deste mês

DAEE e ANA preparam autorização para uso de volume morto

O superintendente do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) do Estado de São Paulo, Alceu Segamarchi Junior, disse nesta quarta-feira (5), que o órgão estadual, juntamente com a ANA (Agência Nacional de Águas), estão trabalhando na resolução que autorizará a Sabesp a captar água da segunda cota do volume morto até o final de novembro.

Ele não antecipou qual volume que seria possível a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) captar ao longo deste mês, mas indicou que a definição será feita nos próximos dias. Os dois órgãos seguirão estudando diariamente o comportamento dos reservatórios de maneira a definir os próximos volumes a serem autorizados.

Embora a Sabesp já tenha incorporado no cálculo de seu volume armazenado o montante referente à segunda parcela de volume morto, a companhia ainda não detém a autorização para efetivamente utilizar essa água.

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DAEE e ANA já informaram concordar com a retirada de água da segunda parcela do volume morto, mas a agência federal recomendou que a utilização dessa água ocorra por meio de regras que visem a maior segurança dos reservatórios, mediante a autorização de parcelas sucessivas, que considerem um volume mínimo nos reservatórios a ser garantido em 30 de abril de 2015, da ordem de 10% do volume útil do sistema.

Segundo o diretor da ANA, Vicente Andreu, se o nível de armazenamento no Sistema Cantareira não chegar a abril com 10% do volume útil, o próximo período seco será ainda mais restritivo para o abastecimento.

Nesta quarta-feira, o sistema aparece com 11,8%, considerando a primeira e a segunda parcelas de volume morto. Portanto, além de recuperar a parcela utilizada do volume morto, teria que acumular adicionais 10%. Questionado se considerava possível alcançar a meta no período, ele disse que o DAEE ainda não pensou nisso.

— Pode ser que seja viável, vai depender de como a estação chuvosa vai se apresentar, ainda não dá para saber.

O superintendente lembrou que as chuvas dos últimos dias ainda não se traduziram em vazão por causa do chamado efeito esponja e demonstrou preocupação com a possibilidade da população reduzir o ritmo de redução do consumo com a chegada do período úmido.

— Queremos fazer um apelo para que a população continue economizando, mesmo que os níveis dos reservatórios se recuperem. Se não for por conta do bônus, que seja pelo comprometimento com o resto da população.

Segamarchi negou que tenha havido uma demora por parte do DAEE em responder à ANA sobre essa questão, como indicou mais cedo o diretor Vicente Andreu. Ele disse que embora o DAEE não tenha respondido oficialmente o ofício da ANA de 17 de outubro, técnicos dos dois órgãos já estavam em discussões.

O superintendente esteve hoje na CPI da Sabesp, da Câmara Municipal, após ser intimado a prestar depoimento. No entanto, ele não chegou a ser questionado na sessão desta quarta-feira, que também contou com a presença de outros convidados. Ele deve estar na reunião da semana que vem.