São Paulo Decisão de bloquear R$ 29 mi por improbidade é 'descabida', diz Doria

Decisão de bloquear R$ 29 mi por improbidade é 'descabida', diz Doria

Governador teve bens bloqueados pela Justiça nesta segunda-feira (19) em meio a processo que investiga uso da prefeitura para autopromoção

  • São Paulo | Gabriel Croquer*, do R7

Defesa de João Doria vai recorrer da decisão judicial

Defesa de João Doria vai recorrer da decisão judicial

Governo do Estado de São Paulo - 14.10.2020

O governador de São Paulo, João Doria, usou as redes sociais nesta terça-feira (20) para criticar a decisão da Justiça que determinou bloqueio de R$ 29 milhões em bens do tucano em meio a um processo por suposta improbidade administrativa, cometida por Doria enquanto prefeito da capital paulista com o programa Asfalto Novo, em 2018.

"Considero descabida a decisão do Juiz da 14ª Vara da Fazenda Pública, referente ao programa Asfalto Novo, que realizamos na Prefeitura de SP. (...) Não houve benefício pessoal algum, mas sim o benefício para milhões de pessoas. Entre ficarmos de braços cruzados e tapar buracos da cidade, decidimos agir e cumprir nosso dever: melhorar a vida dos brasileiros SP", escreveu o governador, que irá recorrer da decisão.

Doria é investigado pelo MP-SP desde o ano de 2018, por supostamente ter se utilizado da máquina pública às vésperas das eleições daquele ano para se autopromover, na época em que ainda era prefeito da cidade de São Paulo. O prejuízo aos cofres públicos com os gastos exagerados em publicidade teria sido de R$ 29 milhões.

Com base em números oficiais, os procuradores calcularam que a prefeitura de São Paulo gastou R$ 52,5 milhões em propaganda no primeiro semestre daquele ano, 79% a mais do que a média dos primeiros semestres de 2015 a 2017, R$ 29,3 milhões. Segundo a PRE-SP, R$ 44 milhões foram gastos entre 1.º de janeiro e 6 de abril, quando Doria renunciou à Prefeitura para concorrer ao governo estadual.

Ainda de acordo com o MP, o conteúdo das propagandas tinha "estilo personalista" e ajudavam a reforçar marcas e slogans que seriam usados na campanha eleitoral.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Clarice Sá

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