Tragédia no baile da 17

São Paulo Decisão pisoteia jovens novamente, diz líder comunitário de Paraisópolis

Decisão pisoteia jovens novamente, diz líder comunitário de Paraisópolis

Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis , reagiu ao arquivamento da investigação pela Corregedoria

  • São Paulo | Gabriel Croquer* e Guilherme Padin, do R7

Protesto de moradores da comunidade, três dias após a tragédia

Protesto de moradores da comunidade, três dias após a tragédia

NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO

Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, reagiu ao pedido de arquivamento da investigação que apurava a conduta de policiais na ação em dezembro do ano passado com indignação. "Hoje, os nove jovens do Baile da 17 foram novamente encurralados, pisoteados e asfixiados por essa decisão", afirmou Rodrigues.

Leia mais: Quem são os 9 jovens que morreram no baile funk em Paraisópolis

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu, nesta sexta-feira (7), o inquérito que investigava o episódio, que terminou com a morte de nove jovens.

Em mais de 1.600 páginas, o documento da Corregedoria aponta que a ação dos policiais foi lícita e que eles agiram em legítima defesa. 

O documento foi enviado ao Ministério Público do Estado, que fará a avaliação sobre as conclusões. A Polícia Civil segue na apuração sobre a ação dos policiais militares envolvidos no Baile da Dz7. 

Por meio de nota a SSP-SP (Secretaria de Sergurança Pública de São Paulo) afirmou que "a Corregedoria da PM concluiu o Inquérito Policial Militar (IPM) que apurava a conduta dos policiais que participaram da ocorrência em 1º de dezembro, em Paraisópolis. O IPM segue sob sigilo, conforme o Código de Processo Militar. O documento foi encaminhado à Justiça Militar Estadual que oferecerá à apreciação do Ministério Público Estadual. O inquérito instaurado pela Polícia Civil segue em andamento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)".

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