Decisão pisoteia jovens novamente, diz líder comunitário de Paraisópolis

Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis , reagiu ao arquivamento da investigação pela Corregedoria

Protesto de moradores da comunidade, três dias após a tragédia

Protesto de moradores da comunidade, três dias após a tragédia

NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO

Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, reagiu ao pedido de arquivamento da investigação que apurava a conduta de policiais na ação em dezembro do ano passado com indignação. "Hoje, os nove jovens do Baile da 17 foram novamente encurralados, pisoteados e asfixiados por essa decisão", afirmou Rodrigues.

Leia mais: Quem são os 9 jovens que morreram no baile funk em Paraisópolis

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu, nesta sexta-feira (7), o inquérito que investigava o episódio, que terminou com a morte de nove jovens.

Em mais de 1.600 páginas, o documento da Corregedoria aponta que a ação dos policiais foi lícita e que eles agiram em legítima defesa. 

O documento foi enviado ao Ministério Público do Estado, que fará a avaliação sobre as conclusões. A Polícia Civil segue na apuração sobre a ação dos policiais militares envolvidos no Baile da Dz7. 

Por meio de nota a SSP-SP (Secretaria de Sergurança Pública de São Paulo) afirmou que "a Corregedoria da PM concluiu o Inquérito Policial Militar (IPM) que apurava a conduta dos policiais que participaram da ocorrência em 1º de dezembro, em Paraisópolis. O IPM segue sob sigilo, conforme o Código de Processo Militar. O documento foi encaminhado à Justiça Militar Estadual que oferecerá à apreciação do Ministério Público Estadual. O inquérito instaurado pela Polícia Civil segue em andamento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)".