São Paulo Decisão sobre Witzel deveria ter sido tomada por colegiado, diz Doria

Decisão sobre Witzel deveria ter sido tomada por colegiado, diz Doria

Witzel foi afastado do cargo nesta sexta-feira (28)  por determinação do ministro Benedito Gonçalves. Corte julgará afastamento na quarta

  • São Paulo | Do R7

Doria diz que decisão monocrática para afastamento de Witzel 'é estranha'

Doria diz que decisão monocrática para afastamento de Witzel 'é estranha'

Divulgação/João Doria

O governador João Doria afirmou nesta sexta-feira (28) que a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que determinou o afastamento imediato do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), deveria ter sido tomada por um colegiado e não por um único juiz. 

"Não estou aqui para fazer juízo de valor ou de mérito, defendo sempre que investigações e esclarecimentos de denúncias sejam feitos. Porém, quero também registrar, como governador do estado de São Paulo, que uma decisão desta dimensão monocrática e não de um colegiado é, no mínimo, estranha", afirmou Doria. 

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"Dada a sua dimensão, deveria ser adotada por um colegiado e não por um único juiz. Enfatizo que uma decisão dessa natureza tomada por um único juiz não representa um fator de proteção democrática ao direito de defesa e a responsabilidade de uma decisão dessa ordem."

Witzel foi afastado do cargo nesta sexta-feira (28), por 180 dias, por determinação do ministro Benedito Gonçalves. A decisão, portanto, é monocrática, e passará pelo crivo dos demais ministros do colegiado na semana que vem. A Corte Especial, que analisará o caso, é composta pelos 15 ministros mais antigos do Tribunal.

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A corte especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) irá julgar o afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), na próxima quarta-feira (2). O afastamento se dá em meio a uma operação realizada pela PF (Polícia Federal), que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra funcionários políticos – o presidente nacional do PSC, pastor Everaldo Pereira, foi preso.

Há, ainda, buscas na casa do vice-governador, Cláudio Castro, que assume o posto de Witzel, e o do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), deputado estadual André Ceciliano (PT).

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Os suspeitos negam as acusações. "A defesa do governador Wilson Witzel recebe com grande surpresa a decisão, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade. Os advogados aguardam o acesso ao conteúdo da decisão para tomar as medidas cabíveis", afirmou em nota. Já a defesa de Everaldo argumenta que ele sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera sua confiança na Justiça.

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