São Paulo 'Desenvolvi síndrome do pânico', diz modelo agredida por ex em SP

'Desenvolvi síndrome do pânico', diz modelo agredida por ex em SP

Defesa diz que Felipe José Pereira de Jesus está arrependido e que, mesmo sem medida protetiva, que se manter distante da vítima

  • São Paulo | Fabíola Perez, do R7

Modelo teve nariz e mandíbula quebrados por ex-namorado em SP

Modelo teve nariz e mandíbula quebrados por ex-namorado em SP

Reprodução Record TV

Mesmo com a proteção jurídica estabelecida pela medida protetiva, mecanismo que a Lei Maria da Penha oferece à mulher, em caráter emergencial e com objetivo de evitar que ela sofra outras violências, a modelo e manicure Gabriela Casellato Brito, de 24 anos, não conseguiu retomar a rotina que levava antes de ser agredida pelo ex-namorado, o empresário Felipe José Pereira de Jesus, de 24 anos. "Não consigo sair na rua porque desenvolvi síndrome do pânico.  Não consigo retomar minha vida nesse momento", diz ela.

A agressão ocorreu um dia após os dois terminarem um relacionamento de um ano, no dia 17 de janeiro. A família da modelo vive no litoral paulista e Gabriela dividia o apartamento, localizado no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo, com Felipe. "Fui acordada com a minha porta sendo arrombada, sem direito de me levantar da cama, levando socos na cabeça e com um ventilador ligado jogado no meio do rosto", relata. 

Segundo Gabriela, os médicos temiam que a modelo tivesse um traumatismo craniano. "Isso por que tive hemorragia interna, o nariz e a mandíbula quebrados", diz. "Tenho medida protetiva contra ele, que impede que ele se aproxima de mim a uma distância mínima de 100 metros, mas não me sinto segura somente com a protetiva. A qualquer momento sinto que ele poderá vir atrás de mim e terminar o que começou."

De acordo com advogado de Felipe, Luciano Manoel da Silva, mesmo após a instauração da medida preventiva, o agressor diz não querer se encontrar com a vítima. "Ele não quer se encontrar com ela, está super arrependido, mas nada justificaria as agressões", disse Silva. 

Segundo a versão do advogado, Gabriela queria sair sozinha com as amigas e o então namorado não concordava. "A porta da casa dela já tinha um problema, ele conseguiu facilmente arrombar novamente. Segundo a versão dele, ele a pegou com outro rapaz. E ela teria dito que não o conhecia, foi quando ele perdeu a cabeça. Ele ficou cego na hora, mas não deveria."

De acordo com o advogado, Felipe de Jesus ainda não foi intimado. "Entrei em contato com a delegacia e ele será chamado para dar sua versão na polícia."

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