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São Paulo Devemos estar alertas, diz Covisa sobre aumento da gripe em SP

Devemos estar alertas, diz Covisa sobre aumento da gripe em SP

Coordenador da prefeitura afirmou que capital paulista tem circulação grande de diversos tipos de vírus além do Sars-CoV-2

  • São Paulo | Do R7

Doses da vacina contra gripe estão em falta no Brasil, afirmou Luiz Caldeira

Doses da vacina contra gripe estão em falta no Brasil, afirmou Luiz Caldeira

Divulgação/Prefeitura de São Paulo

O coordenador da Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) da Prefeitura de São Paulo, Luiz Caldeira, afirmou que o surto recente de gripe na capital paulista exige atenção. "Devemos estar neste momento todos alertas perante esse aumento do número de casos de pessoas com quadro respiratório que estão procurando, principalmente nesta última semana, nossos serviços de saúde", afirmou, em entrevista ao Cidade Alerta, da Record TV.

Caldeira também relatou que a onda de infecções ainda não trouxe repercussões importantes e que, apesar do seu alto volume, a maior parte dos casos de gripe se assemelha a um resfriado, é leve e exige apenas o atendimento ambulatorial. 

"Nesta época não era para termos esse tipo de infecção respiratória em tamanha monta. (...) O que nós já temos certeza: vários tipos de vírus estão circulando na cidade em uma época extrasazonal, fora de curva, e em uma quantidade grande", relatou.

Por isso, comentou o coordenador, os cidadãos com sintomas respiratórios, com dúvida sobre qual tipo de vírus contraíram e, principalmente, com febre devem procurar um médico para receber orientações.

Ele ainda comemorou as taxas de vacinação contra Covid-19 e afirmou que a pandemia do novo coronavírus está controlada no município. A cidade de São Paulo e o estado já atingiram, respectivamente, 102,4% e 95,11% da população adulta com o esquema vacinal completo contra o novo coronavírus.

As doses da vacina contra o vírus influenza, no entanto, não estão disponíveis na capital paulista, por conta do surto fora de época, no mês de dezembro. A campanha contra gripe ocorre nos meses de março, abril e maio, de acordo com a sazonalidade do vírus influenza.

"Nós não temos a disponibilidade dessas vacinas nas unidades. Isso não só aqui em São Paulo, como no país todo. Temos uma quantidade muito pequena, e o ministério está direcionando a maior parte dela para o Rio de Janeiro, onde já está estabelecido um surto de influenza", completou. 

Os atendimentos de síndrome gripal explodiram no mês de dezembro nas unidades de saúde da cidade de São Paulo e totalizaram 91.882 na primeira quinzena do mês, sendo 45.325 desses casos suspeitos de Covid-19. Em todo o mês de novembro, foram 111.949 atendimentos a sintomas gripais (56.220 suspeitos do novo coronavírus).

Em resposta, a prefeitura iniciou nesta semana um mutirão de testes rápidos em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais), PAs (Prontos Atendimentos) e prontos-socorros para identificar quais desses casos são de Covid-19.

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