São Paulo Dez empresários são presos suspeitos de lavagem de dinheiro 

Dez empresários são presos suspeitos de lavagem de dinheiro 

Grupo de SP, ES e CE utilizava empresas e veículos fantasmas para a transferência de grandes quantias para países de fora, como China e EUA

  • São Paulo | Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Em um ano e meio, os suspeitos movimentaram R$800 milhões

Em um ano e meio, os suspeitos movimentaram R$800 milhões

Divulgação Polícia Federal

Dez empresários foram presos suspeitos de participarem de um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a DFRV (Divisão Especializada de Furto e Roubo de Veículos) do Espírito Santo, cinco integrantes do grupos foram presos em São Paulo, outros quatro no Espirito Santo e um em Fortaleza.

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Segundo a polícia, as investigações se iniciaram após a denúncia de um caminhão roubado, mas que não existia fisicamente, apenas em registros do Detran e Renavan. Com isso, a polícia chegou até empresas de fachada, no Espírito Santo, que "criavam" esses caminhões que serviam de patrimônio para que as empresas tivessem a possibilidade de fazer envio de dinheiro para outros países, como China e Estados Unidos.

Essas empresas recebiam o dinheiro para ser lavado. Já as empresas originais que enviavam o dinheiro, eram de São Paulo e também realizavam a lavagem de dinheiro para outros estados do país.

Ainda de acordo com a polícia, as falsas empresas recebiam o valor, cobravam uma taxa da quantia e o reststante mandavam para fora. Os suspeitos usavam o lucro com a lavagem de dinheiro pra criar outras empresas fantasmas, do ramo náutico e veicular.

O dinheiro vinha de empresas que atuam com contratos públicos, como licitação para coleta de lixo. Segundo os investigadores, eles recebiam R$20 milhões, lavavam e enviavam R$400 milhões para o exterior. Em um ano e meio, os suspeitos movimentaram R$800 milhões.

O operador financeiro do grupo foi detido em Fortaleza. No Espírito Santo foram presos os empresários proprietários das empresas de fachada e em São Paulo das empresas originais.

Para fugirem das fiscalizações dos órgãos de controle, eles pagavam os impostos normalmente. A polícia segue investigando qual o destino do dinheiro na China e nos Estados Unidos e se esse valor retornava ao Brasil e para quem.

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