Novo Coronavírus

São Paulo Dimas Covas: Sem IFA, vacinação pode ser afetada a partir de junho

Dimas Covas: Sem IFA, vacinação pode ser afetada a partir de junho

Indefinição para China liberar insumo pode alterar cronograma de imunização. Há expectativa de que IFA seja liberado até quinta (13)

Agência Estado
'A partir daí (junho), não teremos mais vacinas, porque não recebemos o IFA', disse Covas

'A partir daí (junho), não teremos mais vacinas, porque não recebemos o IFA', disse Covas

Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 10.05.2021

A indefinição para o governo da China liberar a exportação do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), necessário para a produção da Coronavac, pode afetar o cronograma de vacinação contra a covid-19 a partir de junho, afirmou nesta segunda-feira (10) o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. Há a expectativa de que o insumo seja liberado até próxima quinta-feira e, assim, chegaria até o dia 18, mas o envio ainda não foi confirmado.

O anúncio foi feito durante a entrega de 2 milhões de doses da vacina para o PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde.

"Para maio, temos a entrega desta semana, 2 milhões no dia de hoje, mais 1 milhão na quarta-feira e 1 milhão e 100 na sexta. E, a partir daí, não teremos mais vacinas, porque não recebemos o IFA. Então, aguardamos a chegada desse material para que isso possa ser processado. Situação parecida com essa também é enfrentada pela Fiocruz, que a informação que eu tenho é que não teve o seu IFA liberado. Preocupa muito, porque o cronograma de vacinação, não neste momento, mas a partir de junho, poderá sofrer algum impacto."

Segundo Covas, a liberação aguardada é de 4 mil litros do insumo. O diretor do instituto e o governador de São Paulo João Doria (PSDB) voltaram a atribuir a dificuldade para o IFA ser liberado à postura do presidente Jair Bolsonaro e membros do governo federal, que fizeram declarações ofensivas contra a China.

"O mesmo laboratório, Sinovac, disponibiliza insumos para um país vizinho, o Chile, que não agride a China, que não tem o seu presidente falando mal do governo chinês, do povo chinês e de sua vacina. O fluxo é normal de entrega desses insumos para o Chile. Por que não é para o Brasil? Razões de ordem diplomática e as formas desastrosas de manifestação em relação ao governo da China", afirmou Doria.

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