Doria condiciona festas de Ano-Novo e Carnaval a vacina contra covid-19

Governador de São Paulo afirmou que não é momento para celebrações e que sem imunização não haverá eventos com aglomeração de pessoas

Tradicional Réveillon na avenida Paulista corre risco de ser cancelado

Tradicional Réveillon na avenida Paulista corre risco de ser cancelado

Suamy Beydoun/Agif/Folhapress - 1.1.2020

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta quarta-feira (15) que não se pode considerar a realização de festas de Ano-Novo e Carnaval sem uma imunização em massa contra o novo coronavírus.

"Muita atenção também àqueles que diante de um quadro como este ainda querem fazer atividades festivas de Ano-Novo ou de Carnaval. Nós não temos que celebrar nem Ano-Novo nem Carnaval diante de uma pandemia. Apenas com uma vacina pronta e aplicada, e a imunização feita, é que podemos ter celebrações que fazem parte do calendário do país, mas neste momento, não."

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta quarta-feira (15) que não se pode considerar a realização de festas de Ano-Novo e Carnaval sem uma imunização em massa contra o novo coronavírus.

"Muita atenção também àqueles que diante de um quadro como este ainda querem fazer atividades festivas de Ano-Novo ou de Carnaval. Nós não temos que celebrar nem Ano-Novo nem Carnaval diante de uma pandemia. Apenas com uma vacina pronta e aplicada, e a imunização feita, é que podemos ter celebrações que fazem parte do calendário do país, mas neste momento, não."

Embora ainda faltem cinco meses e meio para o Réveillon e sete meses para o Carnaval, autoridades de São Paulo devem decidir em breve sobre a realização dos eventos, já que é preciso planejamento e recursos antecipadamente.

Os testes com vacinas — dois deles realizados no Brasil — estão em estágio avançado, mas especialistas acham pouco provável que haja uma imunização em massa ainda neste ano.

Caso não haja uma mudança de perspectiva em relação à vacina, há chances de que as duas festas sejam canceladas em São Paulo.

O tema Carnaval já entrou na agenda de prefeitos de Salvador e do Rio de Janeiro. Cinco escolas de samba fluminenses afirmaram que só desfilam se houver vacinação.

O prefeito de Salvador, ACM Neto, disse nesta semana que estuda adiar a festa para o meio do ano que vem.