Novo Coronavírus

São Paulo Doria convida Luana Araújo para integrar equipe da saúde de SP

Doria convida Luana Araújo para integrar equipe da saúde de SP

Governador disse que infectologista será bem-vinda ao Centro de Contingência da Covid e a cumprimentou pelo depoimento na CPI

  • São Paulo | Do R7

Médica infectologista Luana Araújo concede depoimento à CPI da Covid em Brasília

Médica infectologista Luana Araújo concede depoimento à CPI da Covid em Brasília

Jefferson Rudy/Agência Senado - 02.06.2021

O governador João Doria confirmou nesta sexta-feira (4) que convidou a médica infectologista Luana Araújo para integrar o Centro de Contingência do Coronavírus, que depôs na CPI da Covid-19, do Senado Federal, na quinta-feira (3).

"Eu telefonei para a doutora Luana, a cumprimentei pelo desempenho que teve em seu depoimento na CPI e disse a ela que temos interesse em tê-la na equipe de saúde do governo do estado de São Paulo", afirmou o governador. "Se ela se sentir à vontade e desejar será bem-vinda em sua área de saúde do governo do estado de São Paulo e no Centro de Contingência do Covid-19, a deixei à vontade e depende dela aceitar ou não o convite."

Doria confirmou as informações após tomar a segunda dose da vacina CoronaVac em um posto de saúde da zona oeste de São Paulo, em Pinheiros. A dose do imunizante foi aplicado pela enfermeira Monica Calazans, primeira pessoa vacinada no país contra o coronavírus.

A médica infectologista Luana Araújo afirmou nesta quarta-feira (2) à CPI da Covid, do Senado Federal, que "dói" ouvir declarações como algumas frases proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro ao longo da pandemia de covid-19 e com as quais ela discorda.

Ela se manifestou após o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentar um vídeo na CPI com  manifestações polêmicas do presidente. Entre as declarações estão a sobre a de que a pandemia seria uma "gripezinha ou resfriadinho", a de que não era "coveiro" e a de o Brasil não poderia ser um "país de maricas".

"A mim me dói”, afirmou a médica. Ela pediu para não personificar suas falas e que gostaria de se manter em análises técnicas sobre a pandemia. No entanto, disse sentir um "impacto emocional" após assistir ao vídeo.

"Não é possível ouvir uma declaração, ou um conjunto de declarações de quem quer que seja nesse momento, não estou personalizando na figura do presidente, sem sofrer um impacto quase que emocional", disse.

Ela disse que as manifestações suscitam a ideia de que ela precisa, como educadora em saúde, informar melhor. "A mim, me parece que falta informação de qualidade. Que na hora que você obtém a informação de qualidade e passa a informação de forma que a pessoa tenha condição de compreender, não é mais esse tipo de comportamento que a gente espera que aconteça. Então, a mim me dói”, afirmou.

A médica afirmou que não teve contato com nenhum outro infectologista no Ministério da Saúde durante os dez dias em que trabalhou de modo informal na pasta, antes de ser dispensada. "No momento em que eu estava lá, não conheci outro infectologista", afirmou.

A médica expressou sua contrariedade em relação ao tratamento precoce com uso de medicamentos como a cloroquina contra covid-19. Para ela, a discussão "é delirante, esdrúxula. anacrônica e contraproducente".

As manifestações anteriores contra o tratamento precoce podem ter precipitado a saída dela do governo. Ela já afirmou anteriormente que "todos os estudos sérios" demonstram a ineficácia da cloroquina e que a ivermectina é "fruto da arrogância brasileira".

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