Coronavírus

São Paulo Doria diz que Pazuello prometeu recursos ao Butantan e não deu

Doria diz que Pazuello prometeu recursos ao Butantan e não deu

Caso o governo federal decida não disponibilizar valor, governador disse que SP tem plano alternativo para financiar obras de fábrica de vacinas

Agência Estado
Doria diz confiar no ministro Eduardo Pazuello

Doria diz confiar no ministro Eduardo Pazuello

Governo do Estado de São Paulo - 26.10.2020

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse em entrevista à Rádio Gaúcha que, apesar da promessa do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de transferir R$ 84 milhões em recursos para ampliar a capacidade de produção de vacinas do Instituto Butantan, os valores ainda não foram recebidos.

Saiba tudo sobre a pandemia do novo coronavírus

"Não quero desmentir a posição dada a mim pelo ministro Pazuello que é uma pessoa que confio, apesar de servir a um governo negacionista que é o governo Bolsonaro - o ministro Pazuello é um homem de bem -, mas até o presente momento o recurso não chegou ao governo de São Paulo e ao Instituto Butantan", afirmou o governador.

João Doria diz no Twitter que ficou feliz com vitória de Joe Biden

Segundo Doria, caso o governo federal decida não disponibilizar a quantia acordada, o Estado tem um plano alternativo de financiamento das obras.

Nesta segunda-feira (9), às 12h, o governador deve anunciar o início das obras da fábrica do Instituto Butantan para produção da vacina Coronavac contra o novo coronavírus. Segundo o governador, os imunizantes atenderão a população brasileira e países vizinhos.

Bolsonaro sugere que eleitor pense na pandemia ao escolher prefeito

De acordo com Doria, o governo de São Paulo garantiu a oferta de 60 milhões de doses aos cidadãos paulistas. O governo estadual negocia também a venda de 40 milhões de doses para que o governo federal faça a imunização de brasileiros em outros Estados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O governador atribui também à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o atraso para início da vacinação, adiado de 14 de dezembro para janeiro de 2021. "Depois de 23 dias de atraso, a Anvisa liberou a importação de 6 milhões de doses da vacina Coronavac e de insumos para a produção de 40 milhões de vacinas", disse.

Eleições 2022

Doria preferiu não comentar reportagem da Folha de S.Paulo desta segunda que afirma haver uma articulação entre o governador de São Paulo, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e o apresentador Luciano Huck. Segundo Doria, "não é hora de tratar desse assunto. Antecipar esse debate não é bom para o Brasil".

Últimas