São Paulo Doria ganha novo prazo para tentar retomar obras da Linha Laranja

Doria ganha novo prazo para tentar retomar obras da Linha Laranja

Com o decreto publicado no sábado (10), no Diário Oficial, governador e sua equipe têm agora até novembro para achar um interessado

Doria ganha novo prazo para tentar retomar obras da Linha 6-Laranja do Metrô

Doria ganha novo prazo para tentar retomar obras da Linha 6-Laranja do Metrô

Doria ganha novo prazo para tentar retomar obras da Linha 6-Laranja do Metrô

Adriana Spaca / Estadão Conteúdo / 18.01.2019

O governo do Estado publicou no sábado (10) decreto em que adia até novembro o prazo para decretar caducidade do contrato de construção da Linha 6-Laranja do Metrô. Isso significa, na prática, que a gestão João Doria (PSDB) conseguiu prorrogar o prazo para tentar arrumar uma saída para retomar as obras, que estão paralisadas desde 2016.

A paralisação se deu porque o Consórcio Move São Paulo, grupo que venceu a licitação para construir a linha por meio de uma Parceria Público-Privada, desistiu do empreendimento, por falta de crédito. O consórcio era formado pelas empresas UTC, Odebrecht e Queiroz Galvão, envolvidas na Lava Jato.

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A Linha 6-Laranja sairá da Estação São Joaquim, na Liberdade, região central da capital, cruzará o centro e Higienópolis, seguirá pela zona oeste, nas Avenidas Sumaré e Pompeia, e cruzará a Marginal do Tietê até a zona norte, terminando na Brasilândia.

A gestão Doria vinha buscando outras empresas para assumir o contrato firmado pelo consórcio e afirma que há três grupos participando de conversas para assumir o empreendimento. Essas empresas poderiam comprar a parte das construtoras no consórcio e continuar a empreitada. Entretanto, nenhum negócio foi fechado até o momento e o prazo atual para a decretação da caducidade do contrato era até a próxima terça-feira (13).

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Com o decreto publicado no sábado (10), no Diário Oficial, Doria e sua equipe têm agora até novembro para achar um interessado. "A prorrogação visa exclusivamente dar o tempo necessário para que as negociações sejam concluídas", diz nota da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos.

O consórcio ainda é responsável por manter a vigilância dos canteiros e dos prédios que foram desapropriados para dar lugar às futuras estações e estão abandonados. "Foram aportados pelo Governo do Estado até o momento R$ 694 milhões para pagamento de obras civis e R$ 984 milhões para pagamento das desapropriações de 371 ações", diz o governo, por nota. O custo total da obra é estimado em R$ 9 bilhões.