Novo Coronavírus

São Paulo Doria reafirma envio de dados completos da CoronaVac à Anvisa

Doria reafirma envio de dados completos da CoronaVac à Anvisa

Diretora do Instituto Butantan diz que equipes técnicas trabalham para enviar "informações complementares" para a agência

  • São Paulo | Do R7

Governo de São Paulo diz que enviou à Anvisa dossiê de 10 mil páginas

Governo de São Paulo diz que enviou à Anvisa dossiê de 10 mil páginas

Claudio Reis/FramePhoto/Folhapress - 10.11.2020

O governo de São Paulo rebateu, durante a coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (11), a informação de que não foram entregues documentos suficientes ou incompletos para a liberação do uso emergencial da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa, Sinovac. A informação foi dada em resposta ao questionamento da repórter Catarina Hong, da Record TV

O governador João Doria (PSDB) e o secretário estadual da saúde, Jean Gorinchteyn, afirmaram que o Instituto Butantan enviou um documento de 10 mil páginas à Anvisa. "A informação, que recebemos de Dimas Covas, é que os dados haviam sido enviados e quando resolicitados foram reenviados. Portanto, toda a documentação é de responsabilidade do Instituto Butantan e, segundo a referência de Dimas Covas, todos os dados haviam sido ofertados."

Gorinchteyn afirmou ainda que acredita que a agência é "um órgão técnico, ético e científico e assim serão realizadas todas as análises de materiais para lá enviadas". Segundo o secretário, informações complemetares que haviam sido solicitadas foram reenviadas para o órgão no sábado (9). "Acreditamos que tudo esteja a contento seguindo o ritual técnico e científico de credibilidade por todo o processo científico."

Doria afirmou, por sua vez, que a orientação do Butantan foi disponibilizar todas as informações à Anvisa, em um relatório de 10 mil páginas. "Qual a razão que uma instituição consolidada de projeção nacional não enviaria informações suficientes para a validação de uma vacina à Anvisa", disse.

"Não é razoável que uma instituição ainda que independente (espero) e que tenha a ciência como base não tenha sentimento. Numa situação de pandemia, com mil mil pessoas morrendo todos os dias, o sentimento de celeridade precisa ocorrer", afirmou. "[Caso a Anvisa deseje] basta solicitar ao Butantan, ainda que, diante de um critério de exagero, o instituto encaminha", disse.

O governador comentou ainda a avaliação do processo para liberação do uso emergencial da vacina da Fiocruz. "Por que uma vacina está ok e a Anvisa ainda anuncia que pode antecipar a aprovação da vacina da Fiocruz, que pertence ao governo federal, enquanto para a vacina do Butantan, a relutância e o grau de exigência sobem."

De acordo com a diretora do Butantan, Cintia Lucci, as informações solicitadas pela agência são complementares. "Estamos trabalhando sábado, domingo, de madrugada para tudo ser esclarecidos e as equipes técnicas estão ajudando bastante."

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