São Paulo Em 1 ano, 43% dos paulistanos tiveram diminuição de renda

Em 1 ano, 43% dos paulistanos tiveram diminuição de renda

Pesquisa da Rede Nossa São Paulo indica crescimento de 12 pontos percentuais nos dados em relação ao ano de 2019

  • São Paulo | Letícia Dauer, da Agência Record

Paulistano teve queda de renda no último ano

Paulistano teve queda de renda no último ano

Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas/Agência Senado

Levantamento realizado pela Rede Nossa São Paulo e pelo Ibope Inteligência aponta que 43% da população paulistana teve diminuição de renda nos últimos 12 meses. A pesquisa indica também que praticamente metade da população da cidade de São Paulo fez algum bico para complementar renda no último ano.

A edição de 2021 da pesquisa "Viver em São Paulo: Trabalho e Renda" traz dados da percepção da população paulistana acerca de oportunidades de emprego, variação na renda nos últimos 12 meses, entre outros pontos.

O levantamento foi feito com pessoas que moram no município de São Paulo, que tem 16 anos ou mais. No total, foram 800 entrevistas, online e domiciliares, feitas entre os dias 5 de dezembro de 2020 e 4 de janeiro de 2021. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para menos ou para mais.

Renda

Nos últimos 12 meses, 43% da paulistanas e paulistanos tiveram diminuição de renda — um crescimento de 12 pontos percentuais em relação ao ano de 2019. A renda se manteve estável para 41% e para 10% aumentou.

Ademais, praticamente metade da população paulistana fez algum bico para complementar a renda no último ano: 10% fez bico de serviços gerais; 7% produziu alimentos em casa para vender; 5% trabalhou de ambulante/camelô; 4% fez artesanato; 4% fez bico de serviços de beleza; 3% de segurança; 2% fez entregas por aplicativo; 1% dirigiu como motorista de aplicativo; e 19% fez outros bicos.

Para 50%, alimentação é o item de maior impacto no orçamento doméstico. Seguido de aluguel/moradia, citado por 24% das pessoas entrevistadas, e saúde, citado por 12%.

Trabalho

Paulistanas e paulistanos desempregadas(os) são 15%. O desemprego atinge de forma mais acentuada alguns perfis populacionais: classe D/E (24%); que tem renda familiar de até 2 salários mínimos (25%); pretas(os) e pardas(os) (20%); com ensino fundamental (21%); da região Sul (22%); e que tem de 16 a 24 anos (27%).

Atualmente, a maioria (61%) afirma que não há nenhuma oportunidade de emprego a 15 minutos de distância a pé de sua casa. Já 29% afirma que há algumas oportunidades e 5% que há muitas.

Para 56% das pessoas entrevistadas, as mulheres têm menos oportunidade do que os homens no mercado de trabalho.

Ter um negócio próprio é o desejo de 41% da população paulistana, pensando daqui a 2 anos. Enquanto 25% afirmam querer trabalhar de forma autônoma, 19% querem ser empregada(o) com CLT. Já 8% querem ter um negócio com impacto social e 2% trabalhar por aplicativo.

Entretanto, falta de recursos financeiros é o obstáculo mais citado pelas que pessoas que gostariam de ter um negócio (65%). Dificuldade burocrática é citada por 30% e 24% entendem que o atual cenário econômico não é favorável para começar um negócio.

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