São Paulo Em dois dias, três motoristas fogem de acidentes sem prestar socorro

Em dois dias, três motoristas fogem de acidentes sem prestar socorro

Em todos os casos, vítimas morreram sem socorro. Segundo o Infosiga SP, atropelamentos representam a segunda maior causa de mortes no estado

  • São Paulo | Rafael Custódio, da Agência Record

Motorista de caminhão foje sem prestar socorro à vítima

Motorista de caminhão foje sem prestar socorro à vítima

Divulgação/ Agência Record

Nas últimas 48 horas, ao menos três motoristas fugiram sem prestar socorro, na cidade de São Paulo. Em todos os casos, as vítimas morreram, antes mesmo de serem socorridas. Segundo o Infosiga SP, o sistema que monitora os acidentes de trânsito em todo o Estado de São Paulo, os atropelamentos representam a segunda maior causa de mortes.

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De janeiro a setembro de 2020, os atropelamentos representaram 23,8% das ocorrências fatais, atrás das colisões entre veículos (37,4%) e à frente dos choques contra objetos fixos (18,5%). Os atropelamentos por carro somam 42,3%, seguido por motocicletas (19%), caminhões (12.1%) e ônibus (6,9%).

A Região Metropolitana de São Paulo concentra o maior número de óbitos, por atropelamento, em todo o estado. Nos nove meses de 2020, foram registradas 389 ocorrências com óbito.

Casos nas ultimas 48 horas

Pouco depois das 00h do último domingo (08), a cicloativista Marina Kohler Harkot, 28 anos, morreu enquanto pedalava pela a avenida Paulo VI, em Pinheiros, zona oeste da capital. A Polícia Civil ainda procura pelo autor do atropelamento.

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Marina era cicloativista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), na área de mobilidade urbana. A jovem foi sepultada em Niterói, no Rio de Janeiro.

Na tarde da última segunda-feira (9), um motociclista morreu atropelado por um caminhão na Ponte do Limão, Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O motorista fugiu sem prestar apoio. Além do atropelamento, o condutor tem a Carteira Nacional de Habilitação cassada.

Uma testemunha conseguiu anotar a placa do veículo. Com essa informação, os policiais chegaram até a empresa onde o homem trabalha, que comercializa paralelepípedos e blocos de concreto.

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O motorista não se encontrava na empresa, mas os agentes conseguiram realizar contato por telefone e o homem afirmou que estava realizando uma entrega em Santos, no Litoral Sul de São Paulo.

Ainda por telefone, o homem negou que tenha atropelado a vítima. A Polícia Civil orientou o suspeito a se entregar na delegacia com o caminhão, para que a perícia seja realizada e comprove os fatos.

Ainda segundo a Polícia Civil, a advogada do suspeito informou que não irá apresentá-lo na delegacia.

O terceiro óbito, por atropelamento, aconteceu na Rodovia Presidente Dutra, altura do quilômetro 230, na região da Água Fria, zona norte de São Paulo, por volta das 02h30 desta terça-feira (10).

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo que atropelou a idosa não foi identificado, uma vez que o motorista fugiu do local. A polícia ainda tenta levantar pistas do motorista.

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