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São Paulo Em falta no mercado, álcool em gel é vendido nos vagões do Metrô de SP

Em falta no mercado, álcool em gel é vendido nos vagões do Metrô de SP

Dupla foi flagrada colocando produto em frascos. Usado na prevenção do coronavírus, unidade custa R$ 5, mas não tem certificação da Anvisa 

Homem separa álcool em gel no chão da estação

Homem separa álcool em gel no chão da estação

Reprodução

Em falta no mercado devido à alta procura pelo produto após a pandemia de coronavírus, frascos de álcool em gel são comercializados nos vagões do Metrô de São Paulo. Na manhã desta quinta-feira (19), uma ambulante flagrada pelo R7 oferecia o produto contendo 60 ml por R$ 5.

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A vendedora dizia aos passageiros que o álcool colocado em embalagens transparentes vinha direto do fornecedor. No frasco, no entanto, não havia qualquer informação ao consumidor. Não era possível nem saber se, de fato, o álcool era hidratado 70º INPM, indicado para passar nas mãos de forma a prevenir o coronavírus.

Ainda nesta semana, dois homens foram flagrados por um funcionário do Metrô separando álcool em gel em frascos menores que seriam vendidos nos vagões. O processo não tinha qualquer higiene e era feito no chão da estação. Sentada, a dupla usava uma seringa para tirar o produto de um frasco grande e inserir em outros menores.

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A ação foi gravada em um celular e o funcionário pergunta se eles tinham autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Eles negam, recolhem os materiais e, por pouco, não tiveram a mercadoria apreendida. Veja o vídeo:

Produto adulterado

Agentes do Dope (Departamento de Operação Policiais Estratégicas) da Polícia Civil descobriram uma fábrica irregular, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, após uma denúncia de que o produto vendido era adulterado. As informações são da Record TV.

Apesar de haver autorização da Anvisa para fabricação do álcool em gel, a polícia descobriu que o local não tinha licença da prefeitura para funcionar e notou que o produto já embalado para distribuição tinha uma data que não condizia com a realidade. Alguns traziam como data de fabricação o mês de abril, quando ainda estamos em março.

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O produto vai passar por perícia para verificar se foi adulterado, com a diluição de agentes químicos. Os responsáveis pela fábrica vão responder por crime contra o meio ambiente, isto é, por produzir produtos tóxicos ou nocivos à saúde.

De acordo com o delegado Mário Palumbo, as pessoas devem olhar a procedência do produto antes de comprar e denunciar caso haja alguma irregularidade. Ele faz um apelo também para que a população não compre além do necessário para que o álcool em gel esteja disponível para todos, em especial os usuários do transporte coletivo. 

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