São Paulo Em protesto, integrantes do MPL se acorrentam em frente a prédio da Secretaria de Segurança de SP

Em protesto, integrantes do MPL se acorrentam em frente a prédio da Secretaria de Segurança de SP

Grupo quer o fim das "prisões ilegais para averiguação"; ato é pacífico

  • São Paulo | Do Estadão Conteúdo, com Agência Record

Integrantes do MPL estão na frente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, no centro da cidade

Integrantes do MPL estão na frente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, no centro da cidade

Dario Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo; Rafael Arbex/Estadão Conteúdo

Três integrantes do MPL (Movimento Passe Livre) e uma do grupo Fanfarra do M.A.L. estão acorrentados desde as 9h30 desta sexta-feira (30), nas grades da SSP (Secretaria da Segurança Pública) na rua Líbero Badaró, na região central de São Paulo. Além disso, outros 50 manifestantes também estão na frente do prédio da SSP. O grupo pede o fim das "prisões ilegais para averiguação" e quer a suspensão do inquérito 01/2013, tocado pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

O inquérito black bloc foi instaurado em outubro de 2013, dois dias depois de um carro da Polícia Civil ser virado por manifestantes no centro da cidade. Só do MPL, mais de dez integrantes já foram chamados para depor.

O movimento quer ser recebido pessoalmente pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella, como explica Monique Felix, militante do MPL que está acorrentada.

— Queremos ser recebidos pelo secretário e queremos a suspensão desse inquérito.

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Os manifestantes levam cartazes e instrumentos e cantam "Desce, Grella". Nos cartazes, há frases como "Criminalização, não! Fim do inquérito!" e "Por uma vida sem prisões e sem catracas". Nina Capello, militante do MPL, explica que o grupo não quer ser criminalizado.

— Viemos até o secretário para pedir que o inquérito seja arquivado e que não haja mais prisões para averiguação para que possamos lutar sem ser criminalizado.

Segundo Nina, até pessoas que não estavam presentes nos atos foram chamadas para depor, como parentes de manifestantes.

— Hoje, foi um ultimato do Deic para que as pessoas fossem depor, por isso, viemos à secretaria. Há gente que está sendo chamada para depor e não sabe nem sobre o que se trata.

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