Coronavírus

São Paulo Em São Paulo, 466 policiais civis recusaram vacina contra covid-19

Em São Paulo, 466 policiais civis recusaram vacina contra covid-19

Conforme dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, 22.132 policiais civis receberam a imunização contra a covid-19 em SP

Imunização em SP começou em 5 de abril

Imunização em SP começou em 5 de abril

Divulgação/Governo de SP

No Estado de São Paulo, 466 policiais civis (cerca de 2% do total) se recusaram a tomar vacina contra a covid-19. As informações atualizadas pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) no início do mês de agosto também apontam que 562 policiais civis constavam como "faltantes", mas ainda poderiam ir receber a imunização.

Os dados foram disponibilizados pelo governo paulista via Lei de Acesso à Informação após solicitação da agência de dados "Fiquem Sabendo".

De acordo com dados da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), obtidos pelo R7, 53 policiais civis morreram de covid-19 desde o início da pandemia, sendo que 23 foram neste ano. Em 2021, também foram afastados mais de 2.000 policiais civis devido ao coronavírus.

Conforme as informações disponibilizadas, 22.132 policiais receberam a imunização contra a covid-19 e outros 992 se enquadram como "não puderam ou já tomaram". No geral, conforme os dados atualizados pelo Governo de São Paulo nesta quinta-feira (12), o Estado já vacinou 29.896.377 de pessoas com a primeira dose e, dessas, 11.228.845 retornaram para receber a segunda dose, além de 1.117.005 de imunizados com dose única.

Questionada pela reportagem sobre o número de recusas na Polícia Civil, a Secretaria da Segurança Pública disse que iniciou, em 5 de abril, a vacinação de mais de 180 mil agentes de segurança pública do Estado, e disse que "reitera a importância da imunização e incentiva a vacinação de todos os cidadãos".

A pasta, no entanto, não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre a existência de orientação específica aos policiais civis, a exigência da vacinação, e também não comentou sobre os riscos que os agentes que recusam a vacina podem levar aos colegas de trabalho e público em geral.

Na nota, a secretaria destacou que "desde o início da pandemia tem adotado todas as medidas necessárias para garantir a proteção dos agentes acerca da covid-19, como aquisição e distribuição de Equipamentos de Proteção Individual, como máscaras, luvas, aventais descartáveis, álcool gel, face shield para os servidores e agentes de segurança, além da higienização dos ambientes de trabalho, viaturas e laboratórios".

Últimas