Em segundo dia de paralisação, linhas 1, 2 e 3 do Metrô operam parcialmente em SP

Grevistas impediram entrada nas estações de funcionários que não aderiram ao movimento

Em segundo dia de paralisação, linhas 1, 2 e 3 do Metrô operam parcialmente em SP

São Paulo entra no segundo dia de greve dos metroviários nesta sexta-feira (6). Assim como nesta quinta-feira (5), a linha 5-Lilás e a 4-Amarela operam normalmente. Já as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha começaram a operar parcialmente por volta das 7h15. Após às 17h, mais quatro estações foram abertas na Linha 1-Azul. Veja abaixo:

De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô, há registro de piquetes em algumas estações e grevistas impedem a entrada de funcionários que não aderiram à greve em paradas como Ana Rosa (linha 2-Verde) e Bresser-Mooca (3-Vermelha), o que impedia a operação parcial das linhas.     

Operam neste momento os seguintes trechos:

Linha 1-Azul: entre Saúde e Luz

Linha 2-Verde: entre Ana Rosa e Vila Madalena

Linha 3-Vermelha: entre Bresser-Mooca e Marechal Deodoro

Linha 4-Amarela: opera normalmente

Linha 5-Lilás: opera normalmente

Alternativas

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que opera normalmente nesta manhã, montou uma operação especial na quinta-feira que permanece nesta sexta-feira. Algumas medidas adotadas pela companhia são menores intervalos entre as viagens em todas as linhas e reforço no contingente de segurança nas estações. A assessoria da CPTM informa, no entanto, que a estação Corinthians-Itaquera chegou a ficar fechada nesta manhã, mas por volta das 7h20 foi aberta para entrada de passageiros da CPTM.

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A SPTrans (São Paulo Transportes) também continua com o Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência) para atender aos passageiros durante a greve. De acordo com a empresa, cerca de 15 mil ônibus — a frota total da cidade — estará nas ruas durante o horário de pico. Normalmente, 5% a menos de veículos são mantidos nas garagens para atender a imprevistos, como ônibus quebrado. As linhas que operam com destino às estações de metrô foram estendidas e a frota da capital foi reforçada.

O rodízio municipal de veículos também continua suspenso nesta sexta-feira. 

Greve

A reunião de negociação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) que ocorreu na tarde de quinta-feira terminou sem acordo e os metroviários decidiram permanecer de braços cruzados por tempo indeterminado. A greve começou à 0h de quinta-feira, depois que os metroviários recusaram a proposta do Metrô de aumentar os salários em 8,7%.

Após a reunião, os trabalhadores realizaram uma assembleia na sede do sindicato, no Tatuapé, zona leste da capital. Como o Metrô não apresentou nenhuma proposta nova, eles resolveram permanecer parados.

Na assembleia, a categoria também aprovou trocar a paralisação por catraca livre, com desconto em folha de pagamento pelo período em que durarem as negociações. No entanto, o Metrô recusou e disse que não abriria mão de receita.

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Além disso, a empresa pediu que a Justiça decida de quanto deverá ser o aumento. O Sindicato dos Metroviários, que começou a campanha salarial pedindo mais de 30%, poderá sair prejudicado se os desembargadores definirem nos próximos dias que eles deverão ter o pagamento reajustado levando em conta apenas a inflação.