Coronavírus

São Paulo Em SP, acidentes com motofretistas dobram durante pandemia

Em SP, acidentes com motofretistas dobram durante pandemia

Em 2020, média diária de acidentes subiu de 19 para 40. De acordo com o Infosiga, 35% das vítimas fatais no trânsito no estado são motociclistas

  • São Paulo | Do R7

 Em 2020, a média diária de acidentes com entregadores subiu de 19 para 40

Em 2020, a média diária de acidentes com entregadores subiu de 19 para 40

Ricardo Moraes/Reuters - 01.07.2020

O número de acidentes envolvendo os motofretista dobrou em São Paulo. Em 2020, a média diária de acidentes subiu de 19 para 40 em relação ao ano anterior, de acordo com o monitoramento do Infosiga.

Os números divulgados pelo Governo do Estado durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes nesta segunda-feira (21) mostram a vulnerabilidade da categoria que se destacou durante a pandemia do novo coronavírus.

"Os motofretistas se encontram em vuneravoliade social, vulnerabilidade econômica e também em vulnerabilidade no trânsito", afirma Ernesto Masxellani Neto, presidente do Detran/SP.

No total, 25% dos veículos registrados em São Paulo são motocicletas e 35% das vítimas fatais são motociclistas. 

Programa de crédito para a categoria

O governo do estado anunciou um programa para melhoras a sotuação dos entregadores. No projeto está prevista a regularização das CNH (Carteira Nacional de Habilitação), cursos de capacitação e aperfeiçoamento e até linhas de crédito para comprar novas motos e equipamentos de segurança.

A primeria linha é para emprendedores informais com opções de crédito de até R$ 3 mil e taxas de juros de 1% ao mês. O prazo de pagamento é de um ano, com carência de até 60 dias para capital de giro. Já a linha de crédito para investimento fixo, como comprar equipamentos, o prazo se estende para dois anos e a carência aumenta para 90 dias.

A segunda linha de crédito é para os motofretistas que já são MEI (Microemprendedores Individuais). Para este grupo as taxas de juros são menores, entre 0.85 e 0.7% ao mês, e o crédito pode chegar até R$ 8.100.

De acordo com o governo Doria, a diferença nas linhas de crédito é para estimular a formalização da categoria. Para fazer uma solicitação, é preciso ter mais de 18 anos, estar com CNH regularizada e preencher o cadastro no portal.

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