Escolas de SP podem voltar com só 20% de alunos para fazer reforço

Projeto do governo será apresentado nesta sexta caso estado não deve atinja os índices para retomada. Ideia era retomar atividades dia 8 de setembro

São Paulo estuda retomar aulas presenciais em setembro

São Paulo estuda retomar aulas presenciais em setembro

Reuters / Agência Brasil / Amanda Perobelli

A chance de todo o estado de São Paulo chegar a 80% na fase amarela hoje é considerada pequena. Porém existe, caso regiões como Campinas e Sorocaba - áreas populosas do interior que já estão na fase laranja avancem para a amarela.
Os dados serão consolidados na noite desta quinta-feira (6) para fechar os protocolos que serão anunciados nesta sexta (7) na coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

A expectativa é enorme porque caso os índices mínimos pré-estabelecidos não sejam atingidos, a data das aulas presenciais será prorrogada. A previsão inicial era retomar as atividades das escolas no dia 8 de setembro.

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A alternativa levantada para amenizar os ânimos e tentar resolver a equação entre as questões de saúde e pedagógica será propor que municípios do estado de São Paulo autorizem as escolas voltarem a funcionar a partir de setembro com menos alunos em sala.

O projeto que deve ser anunciado nesta sexta propõe que cerca de 20% dos alunos retornem presencialmente - menos do que os 35% liberados na primeira fase do plano - apenas para atividades de reforço.

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Mapa mostra a situação de cada região do estado de São Paulo até 31 de julho

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Divulgação/Governo de São Paulo

Apesar de não haver, na prática, diferença em sala para atividades de reforço e aulas normais, há o entendimento que essa é uma forma de um retorno ainda mais gradual, começando pelos alunos que apresentam mais dificuldades.

O retorno também seria regionalizado, já que para ser liberado o esquema de reforço, o município precisará estar pelo menos em quatro semanas consecutivas na fase amarela.

A direção de cada escola também terá autonomia para decidir se retorna nesse esquema ou não. Imagina-se que a medida agrade as escolas particulares, as mais afetadas no momento de pandemia.

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Só na capital, são 550 mil alunos de educação pré-escolar ao terceiro ano do ensino médio nas escolas particulares. Elas em crise também representa uma pressão enorme para o ensino público.

Há também o entendimento que o retorno das escolas particulares impactadas pela crise tem um papel social já que se garante vaga na pública para quem mais precisa.

Inquérito sorológico em alunos

A primeira parcial do inquérito sorológico entre alunos da rede municipal de ensino será divulgada até sabado (8). Em cada uma das quatro fases, 6 mil crianças serão testadas. Todos são alunos da rede municipal de ensino de 4 a 14 anos, escolhidos por sorteio.

A Secretaria de Educação do Estado quer incluir alunos da rede estadual nos testes feitos. O resultado é tido como ponto decisivo para o retorno das aulas na capital e possivelmente em todo o estado.

Conheça as fases do plano de retomada de São Paulo

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Arte/R7