São Paulo Escolas particulares de SP irão à Justiça por volta às aulas presenciais

Escolas particulares de SP irão à Justiça por volta às aulas presenciais

Prefeitura postergou retomada das atividades após inquérito sorológico apontar que maioria crianças são assintomáticas para covid-19

  • São Paulo | Edilson Muniz, da Agência Record

Sindicato reconhece que reabertura em setembro traz riscos, mas defende a opção

Sindicato reconhece que reabertura em setembro traz riscos, mas defende a opção

Ronny Santos/Folhapress

O SIEEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo) vai entrar com uma ação judicial para retomar as aulas presenciais na cidade de São Paulo a partir de 8 de setembro. A decisão foi tomada depois que o prefeito Bruno Covas anunciou que a cidade não permitirá a reabertura na data, considerando o resultado do inquérito sorológico para detectar a infeccção da covid-19 entre crianças da capital.

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O relatório, revelado em coletiva nesta terça-feira (18) por Covas, apontou que 64% dos estudantes entre 4 e 14 anos da rede municipal infectados pela covid-19 são assintomáticos. Logo, a volta às aulas poderia agravar a pandemia do novo coronavírus na cidade, já que as crianças são vetores assintomáticos.  

O retorno em 8 de setembro seria voltado ao acolhimento, recuperação e reforço do ensino para os alunos. O retorno das aulas presenciais pode ocorrer em 7 de outubro, data que ainda é avaliada pela prefeitura e pelo governo estadual. 

O presidente do SIEEESP, Benjamin Ribeiro da Silva, admite que não há "100% de garantia" de que não haverá contágio em escolas, mas defende a reabertura opcional como a melhor alternativa. "Hoje várias famílias precisam voltar trabalhar, deixam os filhos com tomadores de conta e mães crecheiras", disse.

O sindicato questiona a prefeitura também pelos critérios do Plano São Paulo, do governo Doria, que permite a volta às atividades presenciais de reforços em cidades que estão na fase amarela há 28 dias. Representantes da categoria asseguram que a reabertura será feita de forma opcional e escalonada, e terá protocolos específicos para garantir a segurança dos alunos. 

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