Escolas particulares fazem carreata por volta às aulas em São Paulo

Movimento alega que muitas mães, que já retornaram ao trabalho, não têm onde deixar os filhos e recorrem a locais clandestinos

Carros concentrados na praça Charles Miller aguardando o começo do protesto

Carros concentrados na praça Charles Miller aguardando o começo do protesto

Reprodução

Mantenedores de escolas particulares da capital organizaram uma carreata por volta das 10h desta sexta-feira (31) e reivindicam a volta das aulas nas unidades privadas de ensino.

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De acordo com o organizador do protesto, Jefferson Fontanez, o movimento intitulado "Escolas de São Paulo em luta" é a favor da regulamentação da volta às aulas na rede privada do estado.

Os integrantes do movimento pedem o retorno presencial dos alunos e alegam que muitas mães, que voltaram ao trabalho em virtude da flexibilização da quarentena, não têm local seguro para deixar os filhos.

Segundo Jefferson, algumas mães deixam as crianças em escolas clandestinas ou com pessoas não habilitadas a cuidar delas.

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A concentração da carreata teve início na praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, zona oeste de São Paulo, por volta das 10h.

Por volta das 11h30, de acordo com os organizadores, a carreata, que é pacífica e sem buzinas, foi em direção à ponte Estaiada, localizada na zona sul da capital, onde aconteceu o buzinaço.

Em seguida, a carreata vai até o Palácio dos Bandeirantes, que fica na avenida Morumbi, na zona sul. Os manifestantes pretendem entregar ao governo um ofício requisitando a abertura do setor privado educacional.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou não ter conhecimento sobre qualquer interdição nos pontos de trânsito.