Escritórios e concessionárias de SP podem abrir a partir desta sexta

Em coletiva de imprensa, o prefeito Bruno Covas afirmou, ainda, que a gestão espera entrar na fase 3 da quarentena ainda em junho

'São Paulo ainda está em quarentena', lembrou Covas

'São Paulo ainda está em quarentena', lembrou Covas

Deyvid Edson/Futurapress/Estadão Conteúdo

O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (4), que a partir desta sexta as concessionárias de veículos e escritórios já poderão ser abertos ao público, dentro dos padrões dos protocolos de reabertura enviados à Prefeitura.

Covas confirmou que assinará ainda hoje com os dois setores. "Amanhã (sexta) estará publicada no Diário Oficial a autorização para voltarem a funcionar", confirmou. 

O prefeito ressaltou que a capital paulista está passando à fase 2 de reabertura, e que as preocupações com a utilização de máscara, álcool em gel e de evitar aglomerações devem persistir.

Há, nos protocolos, obrigações comuns aos dois setores:

- distanciamento social (espaçamento de 1,5m entre pessoas, demarcações e barreiras físicas, estímulo ao home office principalmente para mães com filhos pequenos e grupos de risco devem evitar trabalho presencial);

- higiene e sanitização de ambientes (disponibilizar ácool gel 70%, água, sabão e toalhas descartáveis, intensificar medidas de limpeza, reforço na higienização dos sistemas de ar-condicionado, uso obrigatório de máscaras para funcionários e clientes; medição de temperatura e auxílio à testagem);

- comunicação (usar portais, e-mails, cartazes, panfletos e todos os meios possíveis para levar informações a funcionáros, parceiros e clientes sobre o cumprimento de medidas adotadas);

- funcionamento (4 horas de atendimento ao público; abertura e fechamento fora dos horários de pico de trânsito; limitação de 20% do público).

Segundo Covas, até a noite de quarta (3) foram recebidas 74 propostas de protocolos para reabertura: 42 são dos cinco setores que estão na fase 2 (atividades imobiliárias, escritórios, concessionárias, comércio e shopping centers) e 32 propostas de setores que estão nas fases 3, 4 e 5.

Ele ainda disse na coletiva, transmitida online, que não há como a Prefeitura subsidiar e arcar com custos de testagem, protocolos de higiene ou quaisquer outros que sejam por parte das empresas. "São custos que as empresas vão ter para poder operar na pandemia", disse.

Fase 3 ainda em junho

Perguntado sobre uma possível entrada à fase 3 na próxima semana, Covas disse que a gestão municipal espera avançar a esta etapa ainda em junho, mas que considera impossível prever em qual data.

O prefeito disse que a cidade já apresenta, entre alguns dos cinco índices para definir em qual fase deve estar o município, condições para estar na fase 3. São cinco índices, comentou, mas "parte desses índices não depende apenas da prefeitura. Precisamos manter para que possamos avançar".

Os cinco critérios citados por Covas são: taxa de ocupação de leitos de UTI; leitos de UTI por 100 mil habitantes; novos casos nos últimos sete dias; novas internações (por covid-19 ou síndrome respiratória aguda-grave nos últimos sete dias); e óbitos por covid-19 nos últimos sete dias.

Planos para as mulheres

Covas já havia afirmado anteriormente que a reabertura gradual não poderia prejudicar as mulheres, visto que é a elas, em maioria, a quem cai a responsabilidade de cuidar dos filhos.

Ao ser questionado sobre como funcionaria a medida, o prefeito não detalhou e disse que "o plano não é único para cada setor".

"Quando o setor apresenta sua proposta para o plano de retomada, ele precisa apresentar o que fará para evitar a demissões das mulheres, que são responsáveis (em geral), pela custódia e guarda dos seus filhos", afirmou.

A respeito dos setores de concessionárias e escritórios, ele disse que será estimulado que as mulheres sigam nas atividades profissionais em regime de home office (ou teletrabalho) enquanto for possível, e, quando não puder ser feito, as empresas ainda podem providenciar creches privadas ou a possibilidade de utilização da legislação federal para que, em último caso, não haja demissões, mas suspensão dos contratos de trabalho.

Arte R7