São Paulo Ex-carceireiro é preso por se passar por policial em bairro nobre de SP

Ex-carceireiro é preso por se passar por policial em bairro nobre de SP

José Angel Fanego Ortega já respondia em liberdade pelos crimes de usurpação de função pública e porte de arma

  • São Paulo | Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Um ex-carcereiro de 52 anos foi preso acusado de se passar por um falso policial civil no bairro do Anália Franco, área nobre da zona leste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (11). José Angel Fanego Ortega era investigado pelo CERCO (Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Pela manhã, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão e prisão no apartamento do acusado, localizado na rua Marechal Barbacena.

Há cerca de três semanas, o homem e outros cinco suspeitos abordaram um comerciante na rua 25 de Março, região central da capital, e pediram os documentos e mercadorias. Segundo a polícia, o grupo reteve a vítima de 30 anos e pediram o restante dos produtos. Ele levou os homens até sua casa e entregou os celulares, avaliados em R$ 100 mil.

Ex-carceireiro foi preso por se passar por falso policial em bairro nobre de São Paulo

Ex-carceireiro foi preso por se passar por falso policial em bairro nobre de São Paulo

Reprodução / Record TV

Em 2019, José já havia sido preso pelo 3° Distrito Policial de Campos Elíseos pelo mesmo crime. Com ele, foram apreendidos distintivo, algemas, colete e uma pistola 9mm.

Ele respondia em liberdade pelos crimes de usurpação de função pública e porte de arma até que a polícia descobriu que ele continuava atuando nas ruas.

Os agentes investigaram o caso e chegaram até o comerciante que, por meio de fotos de falsos policiais civis, identificou José.

Quando a polícia chegou ao apartamento, o homem se disse inocente e liberou a busca, afirmando que os agentes não localizariam nada.

No local, foram apreendidos celulares, armas - verdadeiras e falsas -, munições, facas, cassetete, rádio e camisetas com o logo da Polícia Civil, 30 distintivos de diversos departamentos da Polícia Civil, algemas, gás de pimenta e coletes.

O suspeito era carcereiro e foi desligado da função. Agora a polícia apura o motivo da saída da corporação.

As investigações continuam para identificar outras vítimas do falso policial civil.

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