São Paulo Exame descarta pólvora, mas polícia diz que arma estava na mão de menino suspeito de matar família

Exame descarta pólvora, mas polícia diz que arma estava na mão de menino suspeito de matar família

Delegado esclarece que a ausência de resíduos nas mãos não é determinante 

Exame descarta pólvora, mas polícia diz que arma estava na mão de menino suspeito de matar família

Marcelo (foto) aparece com o pai, o sargento da Rota Luis Marcelo Pesseghini

Marcelo (foto) aparece com o pai, o sargento da Rota Luis Marcelo Pesseghini

Reprodução/Facebook

A Polícia Civil informou, na tarde desta terça-feira (6), que o exame residuográfico — que constata pólvora nas mãos — feito em Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, deu negativo. O garoto é o principal suspeito de assassinar os pais — que eram policiais militares —, a avó e a tia-avó, na zona norte de São Paulo. De acordo com o delegado Itagiba Vieira Franco, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), a análise ainda é preliminar e o resultado definitivo deve sair dentro de um mês.

— Eu conversei hoje, informalmente, com o perito, e deu negativo o [exame] dele [Marcelo]. Mas isso não é importante porque uma grande porcentagem de exames não dá positivo mesmo. O residuográfico, se você der um tiro, às vezes, por condição da pólvora, da bala, da arma, não dá realmente positivo. É muito difícil.

A polícia diz que a pistola .40 usada pelo adolescente, e encontrada na mão esquerda sob o corpo dele, pertencia à mãe, a cabo Andreia Bovo Pesseghini. No entanto, de acordo com o delegado, ela não deveria portar aquela arma.

— A mãe tinha feito uma operação de coluna. Ela não poderia nem ter essa arma. Ela estava com restrição. 

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O caso 

Os cinco corpos foram encontrados no começo da noite de segunda-feira (5). Na sala da casa, que fica na Brasilândia, zona norte de SP, estava o sargento da Rota, Luis Marcelo Pesseghini; a mulher dele, a cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini e o menino. Em uma casa no mesmo terreno, em uma cama, foram achados os corpos da mãe de Andreia e da irmã dela, tia da policial.

As investigações policiais indicam que o adolescente teria matado a família, entre a noite de domingo (4) e a madrugada de segunda-feira (5). Ele teria dirigido o carro da família até a escola onde estuda, a cerca de 5 km da casa. Uma câmera de segurança da região flagrou o jovem saindo do veículo.

Após a aula, ele pegou carona com o melhor amigo. O pai do garoto o deixou na frente de casa. Marcelo teria dito que não havia necessidade de chamar o pai porque ele estava dormindo.

O delegado Itagiba Vieira Franco comentou sobre a situação encontrada pelos policiais quando chegaram ao local.

— Desde o primeiro momento quando entrei na casa, eu já comecei, talvez pela experiência, a sentir que alguma coisa não estava batendo. Não era um homicídio usual.