São Paulo Exército não deve atuar em protestos em São Paulo

Exército não deve atuar em protestos em São Paulo

Segundo ministro da Justiça, reforço das Forças Armadas só será utilizado em caso de urgência

Exército não deve atuar em protestos em São Paulo

Os 4.000 homens das Forças Armadas que estarão em São Paulo para a Copa do Mundo não vão atuar em manifestações, segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na manhã desta segunda-feira (2), ele se reuniu no centro de monitoramento da Copa, no Bom Retiro, região central da capital, com o secretário estadual da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, e outras autoridades das Polícias Civil, Militar, Federal e do Exército.

— Eles ficarão atuando de maneira integrada. É evidente que a atividade de policiamento e repressão de ilícitos é da Segurança Pública. As Forças Armadas atuam de forma suplementar

Para que o Exército faça as mesmas atividades que a Polícia Militar, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) teria de pedir autorização para a presidente Dilma Rousseff.

O efetivo, que será de 6.000 homens considerando a Polícia Federal (PF), ficará de prontidão até o fim do torneio. A reunião foi realizada após Alckmin aceitar a oferta do efetivo adicional feita por Dilma.

— Acredito que temos no Estado de São Paulo uma grande integração. Teremos um excelente padrão de segurança na abertura da Copa do Mundo e em todos os jogos aqui.

De acordo com o general José Carlos de Nardi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, os homens do Exército atuarão em quatro setores: nos hotéis das delegações, nos aeroportos, nos 15 centros de treinamentos das seleções no Estado de São Paulo e nas rotas protocolares.

— Eles estarão em pontos estratégicos, principalmente no que toca em segurança VIP.

Exército policiará ruas de São Paulo na Copa do Mundo

Black blocs prometem caos na Copa do Mundo e querem ajuda do PCC

Mesmo com a garantia de que o Exército não vai atuar nas manifestações, o general de Nardi afirmou que a hipótese não está descartada. Basta Alckmin solicitar.

— Isso implica uma atitude repressiva e só será feita com o governador pedindo. São grupos que estão fortemente preparados e em pontos estratégicos, aguardando a decisão do governador.

Ainda de acordo com o chefe do Estado-Maior, não está prevista a presença de tanques de guerra nas ruas de São Paulo.

O secretário estadual da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, também descarta a possibilidade de pedir ajuda ao Exército.

— Não vai atuar porque depende do pedido.

Como o Estado mostrou no dia 29, apesar de a Polícia Militar ter criado o CPCopa especificamente para garantir a segurança do Mundial, serão os destacamentos tradicionais, como a Força Tática dos batalhões de cada bairro e a Tropa de Choque, que estarão de prontidão para lidar com manifestações consideradas violentas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Access log