Falso médico responderá por morte de pacientes com covid-19 em SP

Homem se passou por profissional em hospital público da cidade de Praia Grande, no litoral Sul de São Paulo, ao longo de pelo menos seis meses

Colegas de trabalho de suspeitaram de suas condutas do falso médico

Colegas de trabalho de suspeitaram de suas condutas do falso médico

Reprodução/ Google Maps

Há pelo menos seis meses, um homem se passava por médico em um hospital público, em Praia Grande, no litoral Sul de São Paulo. Além da ficha criminal extensa, o criminoso é apontado como responsável pela morte de pacientes que estavam em tratamento contra o novo coronavírus.

Segundo a polícia, as investigações tiveram início a partir de denuncias dos próprios colegas de trabalho, que suspeitaram de suas condutas por não condizerem com ações de um profissional da área.

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Em entrevista à Record TV, o médico colombiano Henri Cantor Bernal, dono da identidade, falou sobre o caso. “Como isso pode ser possível se eu nunca perdi minha carteirinha, e a pessoa ficou sabendo que eu saí do Brasil para morar na Colômbia e ainda que não estava exercendo”, questionou.

O falso médico foi preso em flagrante enquanto fazia plantão na unidade. Ainda de acordo com a polícia, na delegacia, o suspeito insistiu em não revelar sua verdadeira identidade, dando um segundo nome falso.

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Após investigações, foi descoberto que ele tinha um mandado de prisão em aberto em Feira de Santana, na Bahia. O suspeito tem uma extensa lista criminal. De acordo com a polícia, antes de atuar no hospital do litoral paulista, o falso médico chegou a trabalhar em outras unidades das cidades de São Caetano do Sul, Cotia e Guarujá, no estado São Paulo.

Em nota, o Hospital Irmã Dulce disse que ele não é funcionário do hospital, e sim de uma empresa hospitalar contratada que presta serviços para unidade.

A polícia ainda investiga mais hospitais em que o homem possa ter atuado e realiza investigações para saber quantos e quais foram os pacientes prejudicados pelo falso médico.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo abrirá uma sindicância para apurar a responsabilidade sobre a contratação do suspeito.