São Paulo Família diz ter sido agredida por PMs em base de batalhão em SP

Família diz ter sido agredida por PMs em base de batalhão em SP

Advogado das vítimas diz que ao menos dez agentes participaram da ação. Policiais alegam terem sido agredidos e ameaçados após apreensão de moto

  • São Paulo | Elizabeth Matravolgyi e Letícia Assis, da Agência Record

Segundo advogado, família foi ameaçada dentro da unidade de saúde

Segundo advogado, família foi ameaçada dentro da unidade de saúde

Divulgação/ Agência Record

Uma família alega ter sido agredida por policiais militares dentro do 28° Batalhão da Polícia Militar, no Jardim Helian, em São Paulo, no domingo (8).

O pai, a irmã e um amigo de um jovem de 23 anos foram ao local depois que o rapaz contou que havia sido agredido por PMs durante uma abordagem na avenida Doutor Francisco Munhoz Filho, no Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo. 

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O jovem estava de moto com um amigo de 19 anos quando foram abordados por uma viatura da PM. Segundo o advogado das vítimas, os dois respeitaram o pedido de parada e levantaram as mãos. Ainda assim, segundo o advogado, um dos agentes agrediu um dos jovens com um mata-leão, golpe proibido pelo governo do estado de São Paulo.

Após ofensas e outras agressões, os policiais apreenderam a moto e liberaram os rapazes.

Mais tarde, o pai, o amigo e a irmã do jovem de 23 anos foram à delegacia para recuperar a moto. O jovem identificou o policial que o agrediu e o pai dele foi tirar satisfações com o PM. Neste momento, também foi agredido. 

Segundo o advogado, houve uma confusão generalizada e o pai, a irmã, o amigo e o jovem foram alvos de socos e golpes de cassetete de pelo menos dez policiais, dentro do batalhão.

Agressões teriam acontecido dentro do 28° Batalhão, no Jardim Helian

Agressões teriam acontecido dentro do 28° Batalhão, no Jardim Helian

Reprodução/ Google Streets

Ainda segundo o advogado, as vítimas foram arrastadas pelo chão e tiveram armas apontadas para suas cabeças. Um dos policiais quebrou a mão durante as agressões.

As quatro vítimas e o PM ferido foram encaminhados ao Hospital Santa Marcelina de Itaquera. 

Ainda segundo a defesa da família, dentro da unidade de saúde, eles continuaram a ser ameaçados pelos policiais. Em seguida, foram encaminhados para o 53º DP (Parque do Carmo), onde a ocorrência foi registrada como desacato à autoridade.

A família já identificou oito policiais que participaram da ação. A defesa busca agora imagens de circuito de segurança que mostram o momento da agressão.

O advogado de defesa da família registrou uma denúncia na Corregedoria da Polícia Militar após ameaças que a família vem sofrendo. Segundo ele, os policiais estão rondando a casa da família e fazendo ameaças de morte contra eles.

Outro lado

Segundo a polícia, uma equipe foi acionada para uma ocorrência de direção perigosa. Os PMs se depararam com ao menos 20 motoqueiros, sendo que todos tentaram fugir com a chegada dos policiais, mas apenas três foram detidos.

Ainda segundo a polícia, o jovem de 23 anos teria tentado fugir a pé e entrou em um bar. Ele foi revistado e resistiu à abordagem. O veículo do jovem estava irregular e por isso foi apreendido.

De acordo com a PM, após a apreensão da moto, cerca de dez pessoas chegaram à base do batalhão e começaram a agredir os policiais com socos e chutes, alegando que eles não poderiam ter apreendido o veículo, pois eles faziam parte do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A polícia disse que sete das dez pessoas conseguiram fugir e que o jovem, o pai e a irmã foram detidos após terem agredido os policiais.

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