São Paulo Família do pai de Ísis Helena cobra punição para a mãe da menina

Família do pai de Ísis Helena cobra punição para a mãe da menina

"Foi cruel e tem que pagar", desabafa uma tia-avó da criança após saber do encontro do corpo da bebê, sepultada nesta quarta-feira (29), em Itapira (SP)

  • São Paulo | R7, com informações da Record TV

Polícia investiga as causas da morte de Ísis Helena, de dois anos, em Itapira (SP)

Polícia investiga as causas da morte de Ísis Helena, de dois anos, em Itapira (SP)

Reprodução/Record TV

O corpo da menina Ísis Helena, encontrado pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (29), enterrado nas proximidades de uma ponte na zona rural de Itapira (SP), após uma indicação da mãe da criança, que está presa por envolvimento no crime, foi sepultado no final da tarde no cemitério na cidade. As informações são da Record TV.

A família do pai da bebê de dois anos - que estava desaparecida havia 50 dias até a descoberta da sua morte, após a confissão da mãe, Jennifer Natalia Pedro, de 21 anos - disse, em entrevista ao programa Cidade Alerta, que mantinha esperanças em reencontrar Ísis Helena ainda viva e jamais imaginaria ser informada sobre o paradeiro da menina em uma cova à beira de um rio.

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"Hoje, o nosso sentimento é de muita mágoa, muita tristeza. É inacreditável. Impossível pensar que uma pessoa fez isso por você com 59 dias. O que ela fez, eu não sei. Mas o proprósito que alcançou foi destruir a minha familia. Ela acabou com a vida do meu sobrinho, da minha irmã. É um vazio. Ela foi muito cruel e tem que pagar", declarou Valéria, tia do pai da menina.

O advogado Roberto Guastelli, que representa a família do pai da criança, se mostrou surpreso com a frieza de Jennifer e o desfecho do crime, classificado por ele como uma barbárie. "Uma pessoa extremamente fria, calculista, não teve nenhuma responsabilidade de dar um enterro digno para a filha. Isso é uma barbaridade", comentou.

Nova confissão da mãe

A mãe de Ísis indicou precisamente o local onde enterrou o corpo da filha. A cova havia sido feita debaixo de uma das pontes sobre o rio do Peixe, por onde, todos os dias, equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários - utilizaram barcos e até um sonar para localizar vestígios do corpo - passavam a pé nas buscas pela menina. O local é de terra vermelha, compacta e a cova não era rasa. Os policiais querem saber se Jennifer usou algum tipo de ferramenta para cavar o buraco.

Antes do sepultamento, o corpo de Ísis foi encaminhado para perícia com o objetivo de coletar elementos que auxiliem na identificação da ausa da morte. A Polícia Civil apura se Jennifer teria ministrado uma super dosagem de medicamento - a bebê nasceu prematura, com microcefalia e fazia uso de remédios controlados - e se havia hematomas no corpo da criança.

Jennifer Natalia Pedro confessou o envolvimento na morte da filha, no dia 20 de abril. Ela foi presa por suspeita de envolvimento no crime depois que cães farejadores detectaram indícios da presença dela e da criança nas proximidades de uma cachoeira.

Atualmente, a mulher cumpre prisão preventiva na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu e responde por ocultação de cadáver, falsa comunicação de crime e homicídio por dolo eventual (quando o acusado assume o risco de mater com a sua atitude).

"Ela negligenciou. o dolo eventual se configura. Vai ser transferida para [a penitenciária feminina de] Tremembé em momento oportuno. [O crime] mexe muito com a gente", afirmou o delegado seccional de Mogi Guaçu, José Antônio Carlos de Souza, que chefiou as investigações.

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