São Paulo Familiares precisam levar comida para pacientes com covid-19 em SP

Familiares precisam levar comida para pacientes com covid-19 em SP

Pessoas hospitalizadas em Caieiras reclamam da refeição servida. Secretaria diz que não pede alimentos para familiares

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Hospitais em Caieiras enfrentam situações precárias

Hospitais em Caieiras enfrentam situações precárias

Reprodução/Record TV

Hospitais da região metropolitana de São Paulo sofrem com a falta de alimentação para os pacientes, agravando ainda mais a situação das unidades de saúde que estão lotadas devido a alta nos casos de covid-19 no Estado e já enfrentam com falta de leitos de UTI, remédios e insumos.

No hospital de campanha em Caieiras, por exemplo, familiares de pacientes com covid-19 que estão levando comida para os contaminados, seguindo o pedido feito por funcionários.

Paula dos Santos, que está com o pai internado, fez uma sacola com tudo que ele gosta. "Trouxe porque a última coisa que quero é que meu pai fique com fome também. A enfermeira pediu para trazer fruta, bolacha e eu perguntei se não tem perigo de contaminação trazer coisas de fora, e ela falou não".

O que aconteceu com a Paula se tornou rotina no hospital de campanha. Pacientes internados na unidade contaram que a comida servida no lugar é de péssima qualidade e afirmam ainda que chegaram a receber refeição estragada da empresa terceirizada responsável por entregar a comida.

Um paciente ouvido pela reportagem, que teve alta nesta semana, conta que seu primeiro almoço no hospital foi "um arroz duro e mortadela frita". 

A situação também é precária no pronto socorro municipal. Funcionários registraram um paciente comum com um contaminado com coronavírus. A filha do homem disse ter recebido a informação por um médico que o pai havia ficado sem sedativo por falta do medicamente na unidade. Ela disse que passou por diversos hospitais atrás do remédio. 

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde disse que a cidade aumentou em 200% o número de funcionários nos dois hospitais, e que agora dois fisioterapeutas contratados atendem os cerca de 35 pacientes.

Sobre a comida servida, a secretaria disse que vai apurar, e negou que os hospitais pedem para os familiares dos pacientes levarem a comida.

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