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São Paulo Febre amarela: dois parques reabrem em São Paulo

Febre amarela: dois parques reabrem em São Paulo

Parque do Carmo, fechado em fevereiro, e o da Independência, fechado em março, reabrem depois que metade da meta de vacinação foi cumprida

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Parque do Carmo reabriu as portas neste sábado (14)

Parque do Carmo reabriu as portas neste sábado (14)

Divulgação/Secretaria Estadual do Meio Ambiente

O Parque do Carmo, na zona leste, e o Parque da Independência, na zona sul de São Paulo, reabriram as portas para o público neste sábado passado (14), depois de meses fechados por causa do alto risco de contaminação da febre amarela.

Ambos foram fechados pela SVMA (Secretaria do Verde e do Meio Ambiente) após macacos com a febre serem encontrados mortos. O Parque do Carmo foi fechado no começo do ano, em fevereiro, e o Parque da Independência foi fechado em março. A decisão de reabertura foi tomada depois que a SMS (Secretaria Municipal de Saúde) alcançou mais de 50% da meta de vacinação contra a febre amarela.

Morte de macaco fecha Parque do Carmo, na zona leste de SP

Mesmo com a reabertura, a secretaria pede cuidado: “É preciso que os frequentadores se conscientizem de que o vírus da febre amarela pode continuar circulando por estas áreas e, por isso, é importante se vacinar e esperar no mínimo 10 dias, o tempo necessário para estar imunizado, para frequentar os parques sem risco de infecção”, disse o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo de Castro.  

A SMS informa que todas as unidades de saúde da capital já têm as vacinas contra a febre disponíveis. Até a última quarta-feira (11), 6.340.952 pessoas foram vacinadas, cerca de 54,2% do público-alvo. Mas a meta ainda é imunizar 95% dos moradores de São Paulo até 30 de maio, data prevista para o término da campanha de vacinação.

Ação contra a febre amarela fecha Parque da Independência (SP)

A SVMA insiste em dizer que os macacos não são transmissores da doença, mas que, como os seres humanos, eles são vítimas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, esses sim, são transmissores do vírus.

A morte dos primatas serve de alerta para as pessoas: “O ataque do mosquito à fauna é um alerta para podermos conter o avanço da doença e evitar que ela chegue ao ser humano. Os primatas atingidos são apenas vítimas da doença, pois não a transmitem ao homem. Pedimos que a população nos informe a presença de animais doentes ou mortos e jamais mate nossos animais”, pede Juliana Summa, diretora da Divisão de Fauna Silvestre da SVMA.

Os macacos da cidade são monitorados pela DEPAVE-3 (Divisão de Fauna Silvestre), da SVMA, responsável pela saúde dos animais silvestres do município. O órgão também monitora o estado de saúde dos animais entregues ao CeMaCAS (Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres), onde são submetidos a exame clínico e coleta para sorologia de febre amarela.

Macaco morre por febre amarela no Parque da Independência

Caso seja comprovada a doença nos animais, os órgãos de saúde do município e do Estado são informados e a partir dos dados de localização e do número de quantos animais estão infectados desenvolvem ações específicas, como vacinação da população local e combate à proliferação dos mosquitos transmissores. 

*Estagiário do R7, com supervisão de Ingrid Alfaya

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