Coronavírus

São Paulo Fecomércio pede que governo reveja restrição de horários do Plano SP

Fecomércio pede que governo reveja restrição de horários do Plano SP

Segundo a entidade, reduzir o horário dos estabelecimentos próximo do Natal pode comprometer a retomada da economia em todo o Estado

  • São Paulo | Rodrigo Martinez, da Agência Record

Segundo a entidade, a redução de horário atrapalha no fluxo de clientes e funcionários em lojas

Segundo a entidade, a redução de horário atrapalha no fluxo de clientes e funcionários em lojas

Correio do Povo

A FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) pediu nesta quinta-feira (3), em ofício encaminhado ao governador João Doria, a revisão da decisão de diminuir o tempo de abertura dos estabelecimentos comerciais, conforme anunciado no último dia 30 na atualização do Plano São Paulo. 

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No diz 30, o governo anunciou que todo o estado de São Paulo passaria à Fase Amarela. A medida não fecha o comércio, nem bares ou restaurantes, e também não fecha atividades econômicas, mas restringe o horário de funcionamento

O que muda com a fase amarela

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Arte R7

No documento enviado ao governador, a Federação destaca que a flexibilidade de funcionamento do setor existe desde agosto em partes do Estado e isso tem garantido melhor distribuição populacional nos corredores comerciais, no interior das lojas e no deslocamento de funcionários e consumidores, evitando, assim, aglomerações e maior difusão do vírus.

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De acordo com a FecomercioSP, reduzir o horário de funcionamento desses estabelecimentos, com a proximidade do Natal – uma das principais datas para o comércio –, pode comprometer a retomada da economia em todo o Estado de São Paulo, além de ser prejudicial para o fluxo seguro de consumidores.

No ofício, é destacado quais são os impactos econômicos que a restrição ao atendimento causará ao setor comercial paulista. A entidade informa que o comércio paulista possui em 2020 um saldo negativo de 91.164 empregos formais, considerando a base de dados do Ministério da Economia.

Além disso, atividades restringidas pelas medidas de isolamento social, como lojas de vestuário e concessionárias de veículos, terão retração neste ano, com previsão de prejuízo de cerca de R$ 27,4 bilhões.

A Federação reforça que as empresas dos setores de comércio e serviços têm aplicado os protocolos de saúde e higiene elaborados no Estado de São Paulo para evitar a disseminação do novo coronavírus como forma de defesa da vida, dos empregos e da economia na crise durante esta pandemia.

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