São Paulo Festival traz a arte e a riqueza cultural da África para São Paulo

Festival traz a arte e a riqueza cultural da África para São Paulo

Cinema, artes plásticas e literatura ocuparão a Galeria Olido, no centro, no festival FESCALA entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro

FESCALA - festival de cultura africana

FESCALA traz cultura africana para SP entre 31 de outubro e 2 de novembro

FESCALA traz cultura africana para SP entre 31 de outubro e 2 de novembro

Reprodução/Facebook

Evento internacional cultural africano aposta na troca de experiências entre brasileiros e a realidade artística contemporânea da África. O objetivo do FESCALA (Festival de Cinema, Artes Plásticas e Literatura Africana) - festival com exibição de filmes, artes plásticas, livros, feira, palestras e rodas de conversa – é aproximar os brasileiros, principalmente, os afrodescendentes à arte de dez países do continente do outro lado do Oceano Atlântico. O encontro busca empoderamento e a valorização da negritude, assim como a desmistificação da ideia de que a África é uma coisa só sem grandes diferenças entre os países e povos que compõem o continente.

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Idealizado e produzido pelo Projeto Raízes, evento acontecerá na Galeria Olido, avenida São João, 473, no centro de São Paulo, no dia 31 de outubro às 19h e vai até o dia 2 de novembro, a entrada é gratuita. Países como Angola, Cabo Verde, Camarões, Egito, Guiné, Moçambique, Níger, Nigéria, República Democrática do Congo e Senegal serão representados em debates que abordarão o cotidiano e a produção artística de cada país africano. Encontro também terá produtores e artistas brasileiros e cubanos.

Dos 20 convidados para participar do FESCALA, 17 são artistas plásticos, cineastas e escritores da África. A proposta é discutir e mostrar como o continente africano é complexo, cheio de culturas e tradições.

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Confira a programação

Confira a programação

Divulgação/FESCALA

Na área do cinema, o curador Jorge Maia trará para o festival nove obras de diferentes gêneros e estilos que serão exibidas em centros culturais da cidade como Santo Amaro, na zona sul, Galeria Olido, no centro, e em algumas praças públicas de São Paulo. Além dos filmes, rodas de bate papo debaterão como o cinema africano conversa com o contexto atual do continente e do Brasil.

No campo das artes plásticas, o festival fará uma exposição coletiva com oito artistas na Galeria Olido e no espaço Coletivo Digital no bairro de Pinheiros, zona oeste da capital, escolhidos pelo curador Isidro Sanene. De diferentes estilos, as obras expostas compõem o cenário das artes plásticas contemporâneas africanas. A exposição também contará com a participação dos artistas em uma roda de conversa sobre a contemporaneidade africana.

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Para entender parte da realidade do continente, o FESCALA trará a literatura africana escolhida a dedo por Issaka Maïnassara Bano debatendo temas como educação, política, religião, filosofia, economia e direito abordados por escritores dos dez países africanos e debatidos no mundo inteiro. Uma das preocupações do festival é justamente trazer escritores do continente em um momento em que se discute o ensino de história da África e a negritude no Brasil.

*Estagiário do R7, com supervisão de Celso Fonseca

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