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São Paulo Fila para vacinação de idosos tem espera de 2 horas no Cremesp

Fila para vacinação de idosos tem espera de 2 horas no Cremesp

Com alta procura, horário foi estendido para as 19h, com possibilidade de ir até as 21h30, se preciso para atender médicos

Agência Estado
Fila para vacinação de médicos idosos tem espera de 2 horas no Cremesp

Fila para vacinação de médicos idosos tem espera de 2 horas no Cremesp

NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO - 09/02/2021

Por volta das 11h desta terça-feira (9), uma fila com centenas de médicos de 70 anos ou mais ocupava um trecho da rua Frei Caneca, uma quadra inteira da rua Luís Coelho e mais uma parte da rua Augusta, no centro expandido da cidade de São Paulo. A aglomeração era para tomar a primeira dose da vacina contra a covid-19, aplicada na sede do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Há relatos de espera de até mais de 2 horas.

Até pouco antes das 12h, a distribuição de fichas já passava do número 711. Segundo a assessoria do conselho, a fila começou a ser formada espontaneamente por volta das 6h, embora a aplicação estivesse marcada para começar às 9h. Com a alta procura, o horário foi estendido em pelo menos mais uma hora (das 18h para as 19h), com a possibilidade em estudo de ir até as 21h30. A quantidade total de doses disponíveis não foi divulgada.

A vacinação nesta terça-feira é destinada a todos os médicos com 70 anos ou mais que tenham registro ativo no Cremesp, o que inclui profissionais aposentados. De acordo com o cronograma, essa faixa também poderá ser imunizada no local na próxima segunda-feira (15), enquanto os demais dias desta e da próxima semana são destinados a grupos entre 60 e 69 anos, escalonados em diferentes datas. Ao todo, 18 mil médicos se encaixam nessa etapa de vacinação, dos quais 8 mil tem 70 anos ou mais.

Além da fila de idosos em pé, havia ainda uma fileira de carros por mais de uma quadra para a modalidade drive-thru, destinada aos médicos com dificuldade de locomoção, o que também causou engarrafamento nas vias do entorno. Entre os que esperavam pela aplicação, as críticas foram frequentes, enquanto alguns também elogiavam e diziam "não ter nenhuma reclamação".

O médico Mario Roberto Zanconato, de 75 anos, contou ter chegado às 9h ao local, quando a fila descia por mais de uma quadra da Rua Augusta. Às 11h15, ainda aguardava a vez de ser imunizado. "Tinha que ter mais enfermeiros vacinando", reclamou ele, que veio da zona sul da cidade apenas para a vacinação.

Já uma médica de 71 anos que não quis se identificar criticou a situação e defendeu que a vacinação dessa faixa etária deveria ter sido escalonada em mais dias. "Para não deixar as pessoas horas na fila, em pé", destacou.

Além disso, a médica Julia Havrenne, de 72 anos, comentou ter preferido ir no primeiro dia para garantir que terá acesso à dose. "Melhor vir hoje para não ficar arrependida amanhã", comentou ela, que deixou de atuar na linha de frente da covid-19 recentemente por ser do grupo de risco.

Primeiro secretário do Cremesp, o médico Angelo Vattimo disse ao Estadão que o conselho vai rever o cronograma dos próximos dias. "Não tivemos um mês para fazer, até porque todo mundo sabe que há uma escassez (de vacina). Estamos ajustando o fluxo de acordo com os problemas", declarou. "Hoje, para diminuir o gargalo (das primeiras horas), eliminamos um dos cadastros (necessários para receber o imunizante)."

Além disso, destacou que todas as 486 unidades básicas de saúde da cidade começaram a vacinar médicos autônomos com 60 anos ou mais nesta terça-feira. Fora dos profissionais de saúde, a campanha de imunização de idosos em São Paulo é restrita a moradores de espaços de longa permanência, indígenas, quilombolas e com 90 anos ou mais (com início para os idosos de 85 e 89 anos em 15 de fevereiro).

Procurada, a Prefeitura de São Paulo não se manifestou até as 13h. No local, agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) orientavam o trânsito e a fila do drive-thru.

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