São Paulo Filho de PM assassinado em tiroteio nasce três dias após morte do pai

Filho de PM assassinado em tiroteio nasce três dias após morte do pai

Soldado foi um dos três PMs mortos em troca de tiros com falso policial civil, que terminou com quatro mortes. Outro soldado também esperava um filho

  • São Paulo | Do R7

Samuel Victor nasceu nesta quinta-feira (11)

Samuel Victor nasceu nesta quinta-feira (11)

Reprodução/ Instagram @cap.marcospalumboo

Samuel Victor, o filho de um dos três policiais militares assassinados durante um tiroteio na zona oeste de São Paulo, na madrugada do último domingo (9), nasceu nesta terça-feira (11), três dias após a morte do pai, Victor Rodrigues Pinto da Silva, de 29 anos.

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Dois dos três policiais militares que morreram baleados na abordagem a um falso policial civil, na avenida Escola Politécnica, no bairro de Rio Pequeno, seriam pais em breve. Um deles esperava por gêmeos.

O sargento José Valdir de Oliveira Junior, de 37 anos, tinha uma filha adolescente e soube recentemente que a esposa estava grávida de gêmeos. Já o soldado Victor Rodrigues Pinto da Silva, de 29 anos, esperava seu primeiro filho. Eles estavam há 14 e há sete anos na corporação, respectivamente.

O caso

O caso ocorreu na madrugada do último sábado, quando o falso policial Cauê Doretto de Assis e um amigo saíram de sua casa por volta das 02h00 para ir a uma loja de conveniência beber.

Após cerca de duas horas, Cauê foi flagrado revistando um homem que estava em uma moto, enquanto seu amigo permanecia no carro, na Avenida Escola Politécnica.

Durante patrulhamento, o sargento José Valdir de Oliveira Junior, o soldado Victor Rodrigues Pinto da Silva e o soldado Celso Ferreira Menezes Junior se depararam com a cena e decidiram parar.

Durante a abordagem, Cauê entregou uma das armas que portava ao sargento Oliveira Junior. Em seguida, o oficial caminhou até a viatura para consultar a numeração do revólver. O falso policial civil aproveitou o descuido dos agentes e iniciou os disparos contra os militares, que revidaram.

Tanto os policiais militares quanto Cauê ficaram feridos e foram levados ao Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo) e ao Regional de Osasco, respectivamente.

A polícia também confirmou que Cauê portava uma identidade funcional falsa, da Polícia Civil.

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