São Paulo Flexibilização da quarentena leva ambulantes às ruas e trens de SP

Flexibilização da quarentena leva ambulantes às ruas e trens de SP

Há 2,4 milhões de trabalhadores informais que perderam seus empregos entre o início de maio e a segunda semana de julho, segundo IBGE

  • São Paulo | Do R7

Tendência é que o número de trabalhadores informais aumente

Tendência é que o número de trabalhadores informais aumente

Rubens Cavallari/Folhapress

A flexibilização da quarentena fez com que os vendedores ambulantes voltassem às ruas e estações de trem e Metrô em São Paulo.

Sem carteira assinada, direitos ou garantias, há 2,4 milhões de trabalhadores informais que perderam seus empregos entre o início de maio e a segunda semana de julho, segundo a última pesquisa do IBGE. O número representa 80% das pessoas que ficaram desempregadas no período.

Com o aumento das taxas de desemprego durante a pandemia de covid-19, a tendência é que o número de trabalhadores informais aumente em relação a 2019.

Nos trens e no Metrô, no entanto, o comércio é proibido. 

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Por isso, os vendedores clandestinos buscam driblar a fiscalização para garantir seus sustentos. Dentro e fora das estações, os produtos vendidos vão de acessórios para celular a pomadas milagrosas.

“Tem que comer, pagar aluguel”, diz o ambulante Francisco. Já José, que também atua no transporte, relata que, “quando chega a fiscalização, a gente corre”.

Professor da FGV, Renan Pieri explica que o retorno das atividades deve ser com movimento ainda maior que antes da pandemia. "Em toda a crise econômica os primeiros empregos a sumirem são os informais, mas também são os primeiros a serem gerados, dependem de menos investimentos", diz Pieri.

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