São Paulo Fórmula 1 movimenta R$ 959 milhões na economia de São Paulo

Fórmula 1 movimenta R$ 959 milhões na economia de São Paulo

Segundo pesquisa da SPTuris, o evento teve, em relação a 2019, aumento de 52% nos gastos do público na capital

  • São Paulo | Do R7

Fórmula 1 movimenta R$ 959 milhões na economia de São Paulo em três dias de evento

Fórmula 1 movimenta R$ 959 milhões na economia de São Paulo em três dias de evento

Divulgação/Facebook - 08.08.2020

O Grande Prêmio São Paulo de Fórmula 1 gerou R$ 959,5 milhões, quando se consideram a organização, a ação dos patrocinadores, a ativação da marca, a transmissão e a mídia, além do público presente no autódromo de Interlagos, na zona sul, entre os dias 12 e 14 de novembro.

Segundo a prefeitura, apenas o público gastou R$ 549,2 milhões, valor 52% superior ao da última edição, de 2019, que foi de R$ 361,4 milhões.

Durante o evento, os hotéis de São Paulo registraram, em média, 84,3% de ocupação.  Aproximadamente 9.600 postos de trabalho foram gerados na capital nos três dias de Grande Prêmio. Os números são os maiores já registrados na história da prova na capital paulista, que, em 2022, completará 50 anos.

Os dados fazem parte de um relatório do núcleo de pesquisa e inteligência de mercado da SPTuris, o OTE (Observatório de Turismo e Eventos), que realizou um levantamento do perfil do público e do impacto econômico do GP São Paulo no período do evento. Foram entrevistadas 1.214 pessoas do público pagante no autódromo. A margem de erro é de 2,8% para mais ou para menos.

A pesquisa revelou que 96,9% do público da corrida era formado por brasileiros. Destes, 60,1% eram paulistas, sendo 35,6% deles moradores da capital. A cidade de São Paulo recebeu cerca de 104 mil turistas para acompanhar o evento.

Para 89,5% dos entrevistados, as medidas de segurança sanitária contra a Covid-19 foram satisfatórias. O evento exigiu uso de máscara e comprovante de vacina para acesso ao autódromo. A organização também ofereceu álcool em gel.

Turismo

A pesquisa também fez um levantamento sobre os mais de 100 mil turistas que foram ao Grande Prêmio de F1. O estudo revelou que 48,3% deles chegaram de avião, outros 36,4% utilizaram carro, e 8,3%, ônibus fretado. Do total, 60,8% ficaram hospedados em hotel ou flat, 18,1% fizeram "bate e volta", 11,1% ficaram em casa de amigo ou parente e 6,3% alugaram uma hospedagem por aplicativo.

Cada turista gastou com hospedagem, transporte, alimentação, compras e outras opções de lazer, em média, R$ 4.545,57. Em 2019, os gastos foram de R$ 2.944.

Outros 47% afirmaram que vieram a São Paulo não apenas em razão do GP, mas também em busca de experiências gastronômicas. Fazer compras foi o programa mencionado por 27,8% dos turistas, enquanto 25,7% preferiram curtir a vida noturna da cidade.

Na avaliação geral da capital paulista, 39,3% dos turistas entrevistados a definiram como ótima; 42,4%, como boa; e 13,1%, como regular. Segundo o levantamento, 96% das pessoas disseram que pretendem retornar em 2022 para acompanhar novamente a Fórmula 1.

A pesquisa teve cooperação do Ciet (Centro de Inteligência da Economia do Turismo) e da Fecomercio-SP. 

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