Coronavírus

São Paulo Funcionária do serviço funerário de São Paulo morre de covid-19

Funcionária do serviço funerário de São Paulo morre de covid-19

Sandra de Souza, de anos 54, fazia tratamento em hospital devido à baixa imunidade e trabalhava de casa, comparecendo eventualmente, diz sindicato

  • São Paulo | Márcio Pinho, do R7

Sandra, que morreu nesta quarta em decorrência de covid-19

Sandra, que morreu nesta quarta em decorrência de covid-19

Divulgação/Sindsep

A funcionária da Prefeitura de São Paulo Sandra Aparecida Pires de Souza, de 54 anos, que atuava no serviço funerário, morreu nesta quarta-feira (29) em decorrência de covid-19. A informação é do Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo). 

De acordo com João Batista, diretor de imprensa do sindicato, Sandra estava em tratamento médico com visitas periódicas a um hospital devido à baixa imunidade.

Em relação à função exercida na Prefeitura, ela fazia home office e comparecia eventualmente à garagem do serviço funerário na Vila Guilherme, Zona Norte da capital. 

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"Para tristeza de todos os trabalhadores da unidade, neste mesmo dia perdemos a companheira Sandra de Souza, 54 anos, trabalhadora administrativa do Serviço Funerário Municipal de São Paulo, para a Covid-19. O Sindsep se solidariza e envia seu pesar à todos os familiares e amigos", informou o sindicato em nota. 

Segundo João Batista, apesar de ser impossível precisar onde a trabalhadora se contaminou, outros três funcionários da unidade estão com suspeita da doença. Em vídeo divulgado pelo sindicato nesta quarta, é possível ver que funcionários usam máscara, mas que há exceções, como um grupo trabalhadores que fazia uma obra e não usava nenhuma proteção.

A Prefeitura de São Paulo não comentou a morte da funcionária até a publicação desta reportagem. O governo municipal já divulgou medidas para minimizar os riscos e aumentar a proteção dos funcionários do serviço funerário. Foram contratados 220 profissionais para substituit os 60% dos funcionários afastados por pertencerem a grupos de risco. Além disso, se o corpo for de uma vítima de covid-19 ou houver suspeita, o velório só pode durar 10 minutos.

Segundo o Sindsep, porém, há problemas recorrentes, como a falta de materiais de proteção, em especial para prestadores de empresas terceirizadas.

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