São Paulo Funcionários de hospital em SP protestam contra transferências

Funcionários de hospital em SP protestam contra transferências

Trabalhadores criticam decisão considerando o contexto da pandemia. Muitos deles trabalham há mais de 20 anos construíram suas vidas na região

  • São Paulo | Letícia Assis, da Agência Record

Manifestação reuniu cerca de 400 trabalhadores, segundo sindicato

Manifestação reuniu cerca de 400 trabalhadores, segundo sindicato

Divulgação/ SindSaúde

Funcionários e servidores do Hospital Municipal Geral de São Mateus, na zona leste de São Paulo, protestaram na manhã desta terça-feira (2) contra a transferência dos trabalhadores da unidade para outros hospitais públicos. Segundo o SindSaúde-SP, que realiza o ato, a manifestação ocorre após fala do secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, que disse que o hospital estadual seria entregue à administração municipal.

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Um funcionário do hospital, Gilberto Marcos, afirma que a secretaria Estadual de Saúde pretende transformar o local em um hospital de campanha a partir do mês de agosto, e que provocaria o remanejamento.

Os funcionários são contra a transferência pois muitos deles trabalham há mais de 20 anos no local e estruturaram suas vidas na região. Além disso, eles dizem que não seria inteligente desmontar uma equipe de médicos que trabalha na unidade há muito tempo e sabe do histórico dos pacientes do local, especialmente durante uma pandemia

O ato, que aconteceu no estacionamento do hospital, localizado na rua Angelo de Cândia, em Cidade São Mateus, na zona leste da capital, reuniu cerca de 400 pessoas, de acordo com o funcionário Gilberto Marcos dos Santos, e durou cerca  de duas horas. A manifestação terminou por volta das 12h30

Imagens do protesto mostram funcionários e servidores segurando cartazes com os dizeres "Com ou sem OS, eu FICO", em referência a permanência dos profissionais de saúde na unidade hospitalar.

Procurada pelo R7, a secretaria municipal da Saúde afirmou que o hospital continua sendo administrado pelo governo estadual e que ainda não existem informações oficiais sobre a mudança.

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