Cracolândia

São Paulo Gatinha da Cracolândia fazia pagamentos semanais ao PCC

Gatinha da Cracolândia fazia pagamentos semanais ao PCC

Investigação indica que facção recebia por aluguel de banca e proteção para esconder drogas em hotel abandonado

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Reprodução/Record TV

A traficante de drogas Lorraine Cutier Bauer Romeiro, de 19 anos, conhecida como Gatinha da Cracolândia, e seu namorado, André Luiz Santos de Almeida, o MC Tatuchina, pagavam cerca de R$ 1 mil por semana à maior facção criminosa do estado de São Paulo, o PCC (Primeiro Comando da Capital), que se intitula dona do local, segundo as investigações da polícia.

“Traficantes de todo o lugar podiam ir a Cracolânia fazer as vendas, desde que pagassem o aluguel das mesas por semana”, detalha o  delegado Roberto Monteiro, responsável pelo caso.

O casal também pagava pela proteção da facção criminosa não só para vender, como também para guardar as drogas em um prédio abandonado próximo à Cracolândia. “Todas as mesas têm os seus disciplinas, que fazem a segurança do fluxo da Cracolândia, e também os travessias, que são as pessoas, geralmente usuários, que têm a função de levar as drogas do hotel para as mesas, das mesas para o hotel ou prédios que são ocupados irregularmente ali na área”, diz Monteiro.

Para evitar o risco de serem presos, Lorraine e MC Tatuchina só tocavam nas drogas quando elas já estavam nas bancas. Todo transporte era feito por pessoas que o casal comandava. “O traficante não quer ficar com arma em seu poder, nem mesmo com droga, no momento em  que ele não está no momento da venda. Então ele deixa sempre escondido em algum lugar seguro e, logicamente, um disciplina faz a segurança da droga e o traficante não fica com arma”, conta o delegado. O esquema, no entanto, não adiantou.  

A investigação da polícia descobriu que Lorraine assumiu o posto do namorado após a prisão dele em junho deste ano. 

Com o uso de câmeras escondidas, os policiais flagraram a jovem que sentava no centro da mesa onde as drogas eram vendidas. Cercada pelo tesoureiro que a ajudava na administração do dinheiro, pelos seguranças - os chamados disciplinas - e outras pessoas que faziam o transporte das drogas, ela comandava um dos principais vagões e segundo as investigações lucrava  mais de R$ 6 mil por dia.

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